Cap. III
- Criação
IV - Diversidade
das Raças (questões de 52 a 54)
52 – continuação
(março 2010)
A
sociedade Celta constituída pela raça branca fundou-se
essencialmente sobre a necessidade da guerra. Era turbulenta, agressiva
e sujeita a contínuas revoluções.
O
governo era regido pelos druidas ou sacerdotisas, que constituíam
um governo dividido em quatro classes: magos, sacrificadoras, videntes
e curadoras,
No
início do poder eram os Druidas, sacerdotisas realmente benfazejas
e iluminadas. Mais tarde, por abuso no uso dos poderes psíquicos,
propagaram superstições e introduziram o costume de sacrificar
homens aos Espíritos dos antepassados.
Valiam-se
desse expediente sempre que suspeitassem que algum herói pudesse
rivalizar com elas o poder.
Pelo
ano de 6.700 AC, essa situação foi intentada contra Ram,
personagem celta da classe sacerdotal ou druídica, a quem um
sonho revelou a maneira de usar a tintura de agárico (cogumelo
que nasce no tronco das árvores velhas ou cortadas), para curar
a lepra que dizimava o povo.
Como
essa descoberta o tornasse muito popular, os Druidas, receando que Ram
lhes usurpasse o poder, resolveram distinguí-lo com a honra de
ser mandado a levar uma mensagem aos Espíritos dos antepassados,
e fariam isso cortando-lhe o pescoço em grandes cerimônias
e festas religiosas.
Ram
preferiu fugir e em seu exílio foi acompanhado por milhares de
Celtas, com os quais se estabeleceu perto dos Montes Urais. Graças
à sua iniciação, saber e virtudes, em poucos anos
se viu rodeado por enormes multidões brancas que desejavam sacudir
de si o jugo dos dominadores Negros.
Depois
de numerosos combates, que se desfiaram por longos anos, os Negros foram
vencidos, como já estudamos anteriormente.
Ram
ou Rama foi reconhecido como soberano da Índia, da Pérsia
e de todos os países pertencentes ao governo dos Negros.
Estabelecida
a paz, Ram conservou o sistema religioso e científico dos negros,
acrescentando-lhes o culto aos Espíritos antepassados.
Devido
a sábios princípios governativos, os século e milênios
que precederam os primeiros reinos e impérios militares do mundo,
essas nações e povos gozavam de paz geral.
Três
mil e duzentos anos AC, na Índia, irrompe um cisma, provocado
por Irshu, filho mais moço do imperador Ugra.
Ao
morrer este monarca, sucede-lhe o trono, seu filho mais velho, de nome
Tarákhia. Irshu, que era regente das províncias, seduzido
por sua demasiada ambição, rebelou-se contra o irmão,
proclamando que o governo não deveria estar nas mãos de
quem se apoiasse na autoridade espiritual, e sim, em mãos armadas
de força material. Tal acontecimento produziu violenta guerra
civil. Vencido, foi deportado da Índia. Seus companheiros e simpatizantes
das suas idéias, tomaram a cor vermelha por emblema, em oposição
à branca dos adeptos da legalidade. Invadiram a Ásia Menor,
a Arábia e o Egito. Por toda parte que passavam, combatiam as
instituições existentes, negando a autoridade espiritual
dos corpos docentes e elogiando o poder e a supremacia da autoridade
baseada nas forças armadas.
O
primeiro soberano coroado sob esse império da força, das
armas, da subjugação da vontade do povo, desprezando inclusive
a autoridade ou o intercâmbio espiritual, foi o tirânico
imperador babilônico Ninus, o Nimerod da Bíblia.
Aceita-se
que desses tempos para frente, ou nesses fatos e idéias, é
que se organizaram os governos absolutos e tirânicos que fazem
com que a História se recheie de opressões, guerras e
revoluções.
| Bibliografia: |
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A Caminho da Luz –
Francisco C. Xavier/ Espírito Emmanuel |
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Revista Espírita
1862-1867-1864-1860 |
| |
Exilados de Capela –
Edgard Armond |
| |
A voz do Antigo Egito
– Waldomiro F. Lorenz |
| |
Arquivos Psíquicos
do Egito – Hermínio C. de Miranda |
| |
Anuário Espírita
– 2000 |
| |
Revista Informação
– comunicação – 1ª e 2ª parte |
| |
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Leda
Marques Bighetti
Maio / 2010 |
|
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