O Livro dos Espíritos

             Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade (Segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec)

Livro Primeiro: As Causas Primárias

 

Cap. III - Criação

II - Formação dos Seres Vivos (questões de 43 a 49)

49 – continuação do mês de abril de 2009 (...) Esse achados e seus respectivos estudos dividem essa apreciação em ter fases: primitiva, paleolítica e neolítica.

  1. Pitecanthropus erectus - caixa craniana correspondente ao tamanho em estágio entre o chimpanzé e o homem. A disposição do fêmur não permitia postura ereta e corrida livre sem o uso das mãos: era um macaco que andava, um sub-homem.
  2. O sub-homem de Heidelberg - constituído a custa de um maxilar encontrado em Heidelberg. Dentes com características humanas. Deve ter tido corpo avantajado, grandes braços, peludo e de aspecto bem animalizado.
  3. Homem de Neanderthal - é possível que a partir deste, tivessem início alguns sons, pequenas articulações, não representando ainda a palavra; teriam, entretanto, acentuações agudas e graves. Não sustentava a cabeça ereta e o queixo para dentro impedia o desenvolvimento da palavra. Tem várias semelhanças com o homem de Heidelberg, o que dá uma possibilidade de herança naquela raça. Seria um homem troncudo, forte, baixo e de aspecto pouco humano.
  4. Homo Rodesienses, homem da caverna, rodesiano com alguns traços do Neanderthal; o crânio, dentes, maxilar, arco das sobrancelhas e sua disposição geral, aproximava-o da linha humana, embora mantivesse a fisionomia simiesca.
  5. Tipo ancestral australóide – semelhante aos aborígenes modernos, distinguindo-se apenas pela dimensão dos maxilares.
  6. Cro-magnon – crânio maior, face mais larga, nariz proeminente; eram altos e fortes. Bastante selvagens apresentavam as características de seus antecessores. Vida tribal mais aprimorada habitaram a Europa por milhares de anos. É possível tenha havido miscigenação com raças vindas da Ásia, deslocando-se para a Ásia.
Com isso, apuraram novas condições e aspectos mais aperfeiçoados: feições mais finas, inteligentes, corpo grande e proporcionado com pernas abertas adaptadas às grandes caminhadas.
             Seus cranios atestam atividades cuja cerebração, permitia desenvolver tanto a vida ao ar livre como nas cavernas, de acordo com o clima. Hoje, pelos fósseis encontrados em suas aldeias, sabe-se que usavam armas de pedra e madeira e que estiveram em contato com cavalos, veados, ursos, raposas, lobos e outros animais. Deixaram desenhos, alguns coloridos e pequenas estatuetas.
             Fase paleolítica ou neolítica - a primeira fase fala de um avançar da fase anterior, aprimorando a vida tribal e fazendo utilização de vários objetos.
             O machado de pedra inicia o período neolítico: a pedra passa a ser polida e a agricultura tem início em colheitas rápidas usando sementes silvestres. Desenvolve-se a cerâmica; inicia-se a trança e a fiação e certos animais passam a ser domesticados.
             A expressão falada alcança melhor nível, permitindo o início de uma escrita na qual os pensamentos vão se ampliando.
             Com o trabalho, a semeadura, o desenvolvimento da agricultura na posse da terra, nascem as religiões. Aliás, os magos e os feiticeiros, existem desde o paleolítico, porém, vai ser no neolítico que as liturgias se apresentam com maior riqueza de detalhes.
             Pouco a pouco, começa esse homem a ceder ao enraizado egoísmo animal, em favor do grupo, da grei, o que é estudado como uma forma de amor, que como tudo no processo evolutivo, se alargará mais e mais em busca da fraternidade integral que um dia unirá futuras civilizações.
             Apesar de tantos, e no caso, até superficiais detalhes, frente aos estudos existentes, a humanidade ainda se preocupa quanto à sua origem.
             As discussões permanecem e prosseguem, entretanto, face às várias teorias e variações, a maioria aceita a evolução como um mecanismo que deve atender a uma finalidade e que estudaremos no próximo mês (junho) quase que funcionando como um preparo para os estudos que se seguirão, quando adentrarmos no povoamento da Terra.

 

Bibliografia:

Andréa, Jorge – Impulsos Criativos da Evolução – Editora Arte e Cultura – Niterói – RJ – 2ª ed. 1989 – cap. I II
 
  Leda Marques Bighetti
Maio / 2009

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