O Livro dos Espíritos

Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade (Segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec)

Livro Primeiro: As Causas Primárias

Capítulo II: Elementos Gerais do Universo

IV – Espaço Universal


O Livro dos Espíritos

Livro Primeiro – As Causas Primárias

 
 

Cap III - Criação

I - Formação dos Mundos (questões de 37 a 42)

40 - Os cometas, seriam, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação?
— Isto será realmente certo; absurdo, porém, é a creditar na sua influência que vulgarmente lhe atribuem; porque todos os corpos celestes têm a sua parte de influência em certos fenômenos físicos.


             A respeito dos cometas sempre houve muitas opiniões: uns viam neles mundos nascentes a elaborarem em meio ao caos as primeiras condições de vida e de existência.
             Discordando, outros diziam, serem eles mundos velhos em destruição, em extinção.
             Alguns, ainda, em vista da forma e aparência diferente, viam no aparecimento dos cometas presságios de desgraças e catástrofes. Lendas e estórias a respeito são inúmeras. Os romanos, por exemplo, já em 45 A.C, por ocasião dos funerais de Júlio César, viram a passagem de um cometa (cometa de Newton) identificaram-no como a alma do ditador, levada por Vênus para as regiões astrais.
             Enfim, entre lendas e teorias, misturando-as, muitas vezes, astrônomos, naturalistas e filósofos, buscavam conhecer, mas não dispunham de meios precisos para saber que esses corpos celestes errantes são muito diferentes dos planetas e satélites, não se assemelhando intimamente a nenhum deles, por que eles não têm como destinação, a finalidade de servir de habitação à Humanidade.
             Embora seu papel seja modesto, é, entretanto, muito útil, pois vão pelas órbitas que lhes correspondem, de sóis em sóis, agregando, ajustando ao seu corpo, pedaços de planetas reduzidos ao estado de vapor. Ao passar, ainda, por esses sóis retiram dali princípios vivificantes e renovadores, que à sua passagem deixam cair sobre os mundos terrestres.
             Sabe-se hoje, que só no Sistema Solar, além dos planetas, satélites, asteróides, etc, existe número superior a cento e vinte mil cometas e que se constituem no maior grupo de astros do Sistema Solar.
             Suas órbitas são as mais diversas, pois, circulam tanto no sentido horário como no anti-horário, no que diferem totalmente os planetas.
             Outro aspecto que é diferente de tudo o mais, e isso quem definiu foi Newton, é que os cometas têm órbita elíptica alongada ou parabólicas.

             Ao demonstrar essa teoria, Newton prova com a aparição de um cometa em 1680, e que recebeu o nome de cometa de Newton, devendo reaparecer em 2255, sucedendo-se periodicamente de 575 a 575 anos, o que remontando ao passado, à história faz com que seja ele localizado nos anos de 1105 – 530 e 45 AC, o mesmo visto na época da morte de Júlio César.
             O cometa Halley (assistente de Newton) aparece de 76 em 76 anos. Sua última passagem deu-se em 1986, levando o mundo científico a postos buscando elementos que ofereçam mais dados, esclareçam, origem, evolução e idade do Sistema Solar.
             Visam ainda determinar a natureza física e a composição química do núcleo, do coma, bem como, gases e poeiras em torno do núcleo no período em que se aproxima do sol.
             A Astronomia hoje define os cometas como formados por fragmentos de materiais anteriormente pertencentes a outros astros desintegrados. Essas partículas reunir-se-iam em um ponto do espaço, agregando-se por intermédio de gases congelados (solidificados). Aproximando-se do Sol, os gases que formam sua cabeleira ou coma (daí a palavra cometa) são parcialmente vaporizados e arremessados no espaço sob forma de ondas. A pressão das radiações solares é que seriam responsáveis pela luminosidade das caudas, que mostram sempre direção contrária ao Sol. Têm órbita própria e independem dos movimentos da estrelas e planetas.

             Vemos por essas quase infantis reflexões face à grandiosidade do conhecimento científico a respeito, que, de qualquer modo, o mundo astral é um magnífico jardim da criação.

Bibliografia:

A Gênese - 28 a 32 – Allan Kardec
Enciclopédia Mérito – vol 5 – pág. 709
Suplemento Cultural – Na Era da Astronáutica - 24/02/80
 
  Leda Marques Bighetti
Maio / 2008

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