Cap III
- Criação
I - Formação
dos Mundos (questões de 37 a 42)
40 - Os cometas,
seriam, como agora se pensa, um começo de condensação
da matéria, mundos em via de formação?
— Isto será realmente certo; absurdo, porém, é
a creditar na sua influência que vulgarmente lhe atribuem; porque
todos os corpos celestes têm a sua parte de influência em
certos fenômenos físicos.
A
respeito dos cometas sempre houve muitas opiniões: uns viam neles
mundos nascentes a elaborarem em meio ao caos as primeiras condições
de vida e de existência.
Discordando,
outros diziam, serem eles mundos velhos em destruição,
em extinção.
Alguns,
ainda, em vista da forma e aparência diferente, viam no aparecimento
dos cometas presságios de desgraças e catástrofes.
Lendas e estórias a respeito são inúmeras. Os romanos,
por exemplo, já em 45 A.C, por ocasião dos funerais de
Júlio César, viram a passagem de um cometa (cometa de
Newton) identificaram-no como a alma do ditador, levada por Vênus
para as regiões astrais.
Enfim,
entre lendas e teorias, misturando-as, muitas vezes, astrônomos,
naturalistas e filósofos, buscavam conhecer, mas não dispunham
de meios precisos para saber que esses corpos celestes errantes são
muito diferentes dos planetas e satélites, não se assemelhando
intimamente a nenhum deles, por que eles não têm como destinação,
a finalidade de servir de habitação à Humanidade.
Embora
seu papel seja modesto, é, entretanto, muito útil, pois
vão pelas órbitas que lhes correspondem, de sóis
em sóis, agregando, ajustando ao seu corpo, pedaços de
planetas reduzidos ao estado de vapor. Ao passar, ainda, por esses sóis
retiram dali princípios vivificantes e renovadores, que à
sua passagem deixam cair sobre os mundos terrestres.
Sabe-se
hoje, que só no Sistema Solar, além dos planetas, satélites,
asteróides, etc, existe número superior a cento e vinte
mil cometas e que se constituem no maior grupo de astros do Sistema
Solar.
Suas
órbitas são as mais diversas, pois, circulam tanto no
sentido horário como no anti-horário, no que diferem totalmente
os planetas.
Outro
aspecto que é diferente de tudo o mais, e isso quem definiu foi
Newton, é que os cometas têm órbita elíptica
alongada ou parabólicas.
Ao
demonstrar essa teoria, Newton prova com a aparição de
um cometa em 1680, e que recebeu o nome de cometa de Newton, devendo
reaparecer em 2255, sucedendo-se periodicamente de 575 a 575 anos, o
que remontando ao passado, à história faz com que seja
ele localizado nos anos de 1105 – 530 e 45 AC, o mesmo visto na
época da morte de Júlio César.
O
cometa Halley (assistente de Newton) aparece de 76 em 76 anos. Sua última
passagem deu-se em 1986, levando o mundo científico a postos
buscando elementos que ofereçam mais dados, esclareçam,
origem, evolução e idade do Sistema Solar.
Visam
ainda determinar a natureza física e a composição
química do núcleo, do coma, bem como, gases e poeiras
em torno do núcleo no período em que se aproxima do sol.
A
Astronomia hoje define os cometas como formados por fragmentos de materiais
anteriormente pertencentes a outros astros desintegrados. Essas partículas
reunir-se-iam em um ponto do espaço, agregando-se por intermédio
de gases congelados (solidificados). Aproximando-se do Sol, os gases
que formam sua cabeleira ou coma (daí a palavra cometa) são
parcialmente vaporizados e arremessados no espaço sob forma de
ondas. A pressão das radiações solares é
que seriam responsáveis pela luminosidade das caudas, que mostram
sempre direção contrária ao Sol. Têm órbita
própria e independem dos movimentos da estrelas e planetas.
Vemos
por essas quase infantis reflexões face à grandiosidade
do conhecimento científico a respeito, que, de qualquer modo,
o mundo astral é um magnífico jardim da criação.
| Bibliografia: |
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A
Gênese - 28 a 32 – Allan Kardec |
| |
Enciclopédia
Mérito – vol 5 – pág. 709 |
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Suplemento
Cultural – Na Era da Astronáutica - 24/02/80 |
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|
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Leda
Marques Bighetti
Maio / 2008 |
|
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