30 – A material é formada
de um só ou de muitos elementos?
De um só elemento primitivo.
Os corpos que considerais como corpos simples não são
verdadeiros elementos, mas transformações da matéria
primitiva.
“(...) O começo absoluto
das coisas remonta a Deus. As sucessivas aparições delas
no término da existência constituem a ordem da criação
perpétua.”¹.
Até agora estudamos que se definem
como matéria as várias formas de energia, isto é,
um modo de ser da substância que nasce da energia por condensação
ou concentração e que regressa a forma original por desagregação,
após haver percorrido uma série evolutiva de formas cada
vez mais complexa e diferenciadas que reencontram a unidade em realocações
coletivas.
A matéria possui como unidade funcional o átomo que é
divisível em várias partículas, denominadas como
subatômicas, entre elas: elétrons, prótons e nêutrons,
essas, por sua vez, também podem ser subdivididas.
A combinação entre os átomos, forma as moléculas
que pela diversidade de associações bioquímicas
podem compor matéria perceptível ou não.
Em resumo, o átomo pode apresentar – se na natureza na
forma estável (em equilíbrio energético) ou, na
forma instável onde há um excesso de energia no núcleo.
Na condição instável, há uma tendência
do núcleo em doar energia para o meio, conhecida por radioatividade,
isso por que o átomo busca sempre o equilíbrio energético,
ou seja, liberar o excesso para tornar – se estável.
Sendo assim, o átomo faz – se com uma estrutura dinâmica,
composto, basicamente, por um núcleo composto por prótons
e nêutrons e uma eletrosfera, composta por elétrons dispostos
em diferentes camadas que ficam girando em torno do núcleo.
Energia, palavra derivada do grego que quer dizer força, potência,
atividade e capacidade de realizar trabalho, propagando – se no
meio, na forma de partícula ou onda eletromagnética, dependendo
da fonte geradora. Ela é assim, o substrato, isto é a
parte essencial do Universo.
O termo Universo também é próprio, referindo –
se à unidade: variedade, isto é, a mesma energia diversificada,
transformada. A ciência que estuda essas transformações
é a física quântica que também encontra –
se em constante reciclagem de conceitos.
Recordada esta estrutura básica, voltemos ao texto no momento
em que revestido das leis reguladoras e da impulsão inicial,
a matéria cósmica primitiva propiciou a que, sucessivamente,
nascessem aglomerações desse fluido, dividindo –
se e se separando por si próprios, modificando – se ao
infinito, originado por sua vez, outros tantos centros de criações
simultâneas ou sucessivas.
Em virtude das forças que predominaram, umas sobre as outras,
e de várias outras circunstâncias que certamente pré
– existiram, esses núcleos primitivos se tornaram focos
de uma vida especial; uns mais ricos e atuantes começaram logo
um existir astral com características próprias. Outros,
ocupando espaços ilimitados, caminharam lentamente, ou, novamente,
se dividiram formando outros centros secundários.
Não há acidentalidade, acaso ou coincidência, mas,
o encadeamento de fatos mostrando uma realidade equacionável
no qual o aspecto fluídico remonta à anterioridade do
fenômeno que se repete sob o antecedente de fixação
fluídica sutil, sem o que, nada disso seria possível.
Daí porque no estudo passado da questão vente e sete,
os Espíritos ensinaram a Allan Kardec: - “Embora, de
certo ponto de vista, seja lícito classifica – lo como
elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais...”.
“(...) é fluido como
a matéria é matéria, e suscetível pelas
suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação
do Espírito de produzir a infinita variedade das coisas de que
apenas conheceis uma parte mínima.”
“(...) é o princípio sem o qual a matéria
estará em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria
as qualidades que a gravidade lhe dá”.
Sem esses raciocínios configura
– se o que Leon Denis chama de “o grande enigma”²
questionando se há uma finalidade para o Universo ou se é
ele apenas um abismo no qual o pensamento se perde por falta de apoio
“(...) folha morta ao influxo do vento...”².
Matéria, movimento, substância e força... Matéria
que por si mesma é inerte, não se move. Mas ela se movimenta.
O que a aciona? A inteligência do homem? Nesse caso, essa inteligência,
seria por si só, a própria causa e o homem poderia criar
manter e conservar o poder da vida.
A realidade, porém, mostra que há variações
e desfalecimentos que fogem, ultrapassam a vontade humana.
Tudo isso ocorre, aliado aos progressos da ciência, para demonstrar
a ação de leis naturais, sábias e profundas, ordinárias
e conservadoras do Universo, uma “(...) inteligência soberana
que revela a razão mesma das coisas, Razão consciente,
Unidade universal para onde convergem, ligando – se e fundindo
– se todas as relações, aonde todos os seres vêm
haurir a força, a luz e a vida; ser absoluto e perfeito, fundamento
imutável e fonte eterna de toda a ciência, de toda a verdade,
de toda a sabedoria, de todo amor”².
| Bibliografia: |
| |
MARTINS,
MiApi – “Primeira Lição – Uma cartilha
metafísica” – Vida e Consciência Editora
LTDA. 1ª ed., 1998. Pág. 18 a 21. |
| |
2-
DENIS, Leon – “O Grande Enigma” – FEB –
Rio de Janeiro, RJ. 7ªedição, 1983. Cap. I. Pág.
17 a 31. |
| Consultas: |
| |
1-
KARDEC, Allan – “A Gênese” – FEB –
Rio de Janeiro, RJ. 18ª edição, 1976. Cap. VI
itens 12 a 16. Pág. 112 a 115. |
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|
|
Leda
Marques Bighetti
Maio / 2007 |
|
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