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O Livro dos Espíritos
Livro Primeiro Elementos Gerais do Universo II) Espírito e Matéria questões 21 a 28 |
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24- O Espírito é sinônimo de inteligência? - A inteligência é um atributo essencial ao Espírito; mas um e outro se confundem num princípio comum, de maneira que para vós, são uma e a mesma coisa. A partir desse momento em que o Espírito adentra a esse horizonte racional no qual os processos da inteligência lhe permitem escolher, passa a tornar-se responsável por essa nova fase em que reconhecendo-se como indivíduo pressupor-se -ia usar a inteligência para estabelecer relações verdadeiras com os outros, nas quais o sentimento afetivo de suas ações exteriorizarão o grau evolutivo em que estagia. Os estudos até aqui desenvolvidos, evidenciam que o princípio inteligente, sucessivamente se utiliza de organismos cada vez mais aperfeiçoados à medida em que se tornam mais, aptos a dirigi-las. As transições são insensíveis e vão realmente se caracterizar no homem, através do domínio intelectual. Esses raciocínios facilitam entender a resposta dos Espíritos a Allan Kardec, quando lhe disseram que sendo absoluto, isto é, algo próprio de ser, se confundem num princípio comum. O desenvolvimento da inteligência é de vital importância ao progresso, porém, a parte intelectual sem a moral, certamente é motivo de queda que implicitará repetição das experiências. Frente à potencialidade que é o Espírito , a capacidade intelectiva do homem encarnado é reduzida, exteriorizada através do cérebro frágil e de um Espírito em queda que deve retornar sua realização de trabalho renovando-se. O mau uso que o Espírito faz de seus conteúdos intelectivos, dificulta a expansão da faculdade ao mesmo tempo que mantém a paisagem político-social da Terra envolta em absurdos, aberrações, extremismos em teorias que operam total inversão de valores. No entanto, há tarefa especializada para o uso da inteligência : usá-la, desenvolvê-la para proveio real da comunidade. Esse é um aspecto difícil do crescimento espiritual, uma vez que o destaque intelectual, muitas vazes, obscurece a visão do Espírito encarnado, conduzindo-o à vaidade na qual as melhores idéias se aniquilam. Assim como tantos outros compromissos aceitos antes do reencarne o desenvolver da capacidade intelectativa, colocando o seu bom uso para proveito e crescimento de outro, constitui-se como mais uma das bênçãos oferecidas ao homem, para que se liberte e cresça.
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