|
O Livro dos Espíritos Estudo 3 "Contendo os Princípios a Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos, suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da Humanidade."
1. Definições e Conceitos: Podemos defini-lo assim: "O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal." 1 Materialista partidário ou adepto. 2 2. Por que criar-se o termo "Espiritismo" para substituir "Espiritualismo", nome comum, conhecido, já existente e compreendido por todos?Exatamente porque "Espiritualismo" tem sentido determinado. A Academia de França referencia-o como: "Espiritualista/Espiritualismo aquele ou aquela pessoa cuja doutrina é oposta ao Materialismo". Incluem-se portanto nestes termos, todas as religiões e todos aqueles que crêem existir no homem, algo além da matéria. Há ainda hoje, e já havia naquele tempo, vasta literatura onde o autor tecia comentários, elaborava matéria, criava textos, sob o ponto de vista espiritualista. Exemplo a reencarnação não é peculiar só ao Espiritismo era ponto fundamental da doutrina druídica. Antes do Espiritismo, contemporâneo a ele ou pós Espiritismo muitos autores usaram e usam essa idéia, sem que por isso suas obras se constituam como espíritas. Ilustres filósofos como Dupont de Nemours, Charles Fourrier, Jean Reynaud, Benjamin Franklin, Sra. Beecher Stohe com "A Cabana do Pai Tomás", escritores, poetas, romancistas, usam em seus temas e enredos, idéias espiritualistas onde nenhuma concordância as liga ao Espiritismo. Recorde-se discurso feito no Senado por S. Eminência Cardeal Donnet, de onde destaca-se a frase: "Mas hoje como outrora, é certo dizer que, no gênero humano, o Espiritualismo é representado pelo Cristianismo." A frase e o vocábulo usado pelo orador têm sentido verdadeiro o Cristianismo é uma doutrina espiritualista. Não podemos porém entender, que o ilustre prelado tenha empregado o termo com o sentido de manifestação de Espíritos. Estes, entre outros fatos, reforçam, esclarecem a necessidade da criação de um vocábulo, que com clareza defina os propósitos, objetivos, fins evitando confusões, ambigüidades, sentido ou entendimento múltiplo. Ainda, a criação desse termo próprio, evitaria adaptação que as traduções certamente fariam. No hebraico, por exemplo, uma mesma palavra era usada para significar "dia" e "período". Nas traduções da "Gênesis", o sentido dado para a formação da Terra, recebe anátema, reprovação e provas contrárias, uma vez que a Ciência demonstra impossível essa formação em seis dias ou seis vezes vinte e quatro horas. Mesmo que os Espíritos não existissem, fossem quimera, invenção, havia utilidade de um termo que referenciasse. Tanto as falsas idéias como as verdadeiras, devem ter palavras próprias que as indique. Hoje, é contínua a criação de termos para designar o conhecimento específico. Assim Espiritualismo Espiritualista têm significados próprios. Aplicá-los ao Espiritismo seria multiplicar duplicidade de sentido, espiritualismo é realmente, oposto a materialismo: qualquer que acredite haver algo além da matéria é espiritualista, mas não se segue que seja espírita. Essas palavras são de origem inglesa; foram empregadas também nos Estados Unidos quando começaram surgir as manifestações dos Espíritos. Num começo e por algum tempo, também na França as usou. Logo, porém, notando-se a impropriedade..."adotei o termo" Espírita"e "Espiritismo", porque eles exprimem, sem equívoco, as idéias relativas aos Espíritos. Todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todo espiritualista e espírita". 1 "Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo, tem por principio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão espíritos ou se o quiserem espiritistas". "O Livro dos Espíritos" contém a Doutrina Espírita. Como generalidade liga-se ao Espiritualismo, razão porque traz sob seu título as palavras "Filosofia Espiritualista".4 Ao ter esse cuidado, ao despertar e perceber essas implicações e detalhes, decorrentes do bom senso, das precauções de Allan Kardec, três situações se nos destacam como muito importantes:
b. ) ..."Assim nem somos o seu criador, nem o seu inventor..." 5 c. ) "Para tornar o entendimento mais fácil é Doutrina Espírita, as proposições formuladas em "O Livro dos Espíritos"publicado em 1857 e que ademais está desenvolvida em outras obras fundamentais cujo resumo, faz-se a seguir:
Quer durante a vida carnal, quer depois de a ter deixado,o Espírito é revestido de um corpo fluídico ou perispírito, que reproduz a forma do corpo material. As transformações fluídicas produzem imagens e objetos tão reais para os Espíritos, eles próprios fluídicos , quanto o são as imagens e os objetos terrestres para os homens, que são materiais. Tudo é relativo em cada um desses dois mundos. (Vide a Gênese Segundo o Espiritismo, capitulo dos fluidos e das criações fluídicas). A infelicidade do homem na terra provém da inobservância das leis divinas. Quando conformar os seus atos e as suas instituições sociais a essas leis, será tão feliz quanto o comporta a sua natureza corporal. Há, por assim dizer, tantos graus entre os Espíritos quantas as nuanças nas aptidões intelectuais e morais. Não obstante, se considerarem os caracteres mais marcantes, podem ser agrupados em nove classes ou categorias principais, que se podem subdividir ao infinito, sem que essa classificação nada tenha de absoluto. (Livro dos Espíritos; Liv. II, Cap. I, n. 100, Escala espírita). A medida que os Espíritos avançam na perfeição, habitam mundos cada vez mais adiantados fisicamente e moralmente. Sem dúvida é o que entendia Jesus por essas palavras: "Na casa de meu Pai há muitas moradas". (Vide Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. III). É erro crer que os Espíritos tenham a ciência infusa: seu saber, no espaço como na terra, está subordinado ao seu grau de adiantamento, e os há que, sobre certas coisas, sabem menos que os homens. Suas comunicações estão em relação com os seus conhecimentos e, por isto mesmo, não poderiam ser infalíveis. O pensamento do Espírito pode, além disso, ser alterado pelo meio que atravessa para se manifestar. Aos que perguntam para que servem as comunicações dos Espíritos, desde que não sabem mais que os homens, responde-se, inicialmente, que servem para provar que os Espíritos existem e, por conseqüência, a imortalidade da alma; em segundo lugar, para nos ensinar onde se acham, o que fazem, em que condições se é feliz ou infeliz na vida futura; em terceiro lugar, para destruir os preconceitos vulgares sobre a natureza dos Espíritos e o estado das almas após a morte, coisas estas que não seriam sabidas sem a comunicação com o mundo invisível. Seria contrario à injustiça e à bondade de Deus ter criado seres perpetuamente votados ao mal, incapazes de voltar ao bem, e outros privilegiados, isentos de qualquer trabalho para chegar à perfeição e à felicidade. Segundo o Espiritismo, Deus não tem favores nem privilégios para nenhuma de suas criaturas; todos os Espíritos têm um mesmo ponto de partida e a mesma rota a percorrer, para chegar pelo trabalho à perfeição e à felicidade. Uns chegaram: são os anjos ou puros Espíritos; outros ainda estão para trás: são os Espíritos imperfeitos. (Vide A Gênese, capitulo dos Anjos e dos Demônios). Todas as religiões conduzem a esse objetivo, por meios mais ou menos eficazes e racionais, conforme o grau de adiantamento dos homens, para o uso dos quais elas foram feitas. Justifica-se, portanto, a identidade do Espiritismo, como ciência, filosofia e religião que cumprindo a promessa de Jesus, renova ao homem seu convite de Amor. Bibliografia Próxima Página
Agosto / 2001 |