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O
Livro dos Espíritos
Livro
Primeiro
Elementos Gerais do Universo
II) Espírito e Matéria
questões
21 a 28
Esses
pensamentos são reforçados em várias situações
de "O Livro dos Espíritos". Vejamos:
189
- Desde o princípio de sua formação o Espírito
goza plenitude de faculdade?
Não; porque o Espírito como o homem, tem os também
a sua infância. Em sua origem os Espíritos não têm
mais do que uma existência instintiva, possuindo apenas a consciência
de si mesmos e de seus atos. Só pouco a pouco a inteligência
de desenvolve".
190
- "Qual o estado da alma em sua primeira encarnação?
O estado da infância na vida corpórea, sua inteligência
apenas desabrocha; ela ensaia para vida".
Sob esses raciocínios, poderíamos questionar as modificações
sob as quais esse princípio se apresenta e teremos que lembrar
que emanando de esferas espirituais traz em seu mecanismos o modelo
pré-estabelecido a que se destina, encerrando em si todo o
futuro representando pelas potencialidades e "(...) não
podemos circunscrever-lhe a experiência ao plano físico
simplesmente considerado, portanto, através do nascimento e
morte da forma, sofre constantes modificações nos dois
planos em que se manifesta, razão pela qual variados elos da
evolução fazem à pesquisa dos naturalistas, por
representarem estágios da consciência fragmentada fora
do campo carnal propriamente dito, nas regiões extrafísicas,
em que essa mesma consciência incompleta prossegue elaborando
o seu veículo sutil, então classificado como plataforma
humana, correspondendo ao grau evolutivo em que se encontra"³.
Desse
modo, além de se estudar a gênese da forma, há que
se ater também à genealogia do espírito pois "(...)
com a supervisão Celeste o princípio inteligente gastou,
desde o vírus e as bactérias das primeiras horas do protoplasma
na Terra, mais ou menos, quinze milhões de séculos, a fim
de que pudesse, como ser pensante, embora em fase embrionária da
razão, lançar as suas primeiras emissões de pensamento
contínuo para os Espaços Cósmicos"³.
Já
estudamos a necessidade desse elemento externo, tirar da matéria,
do corpo em si, para que seu objetivo de criação se realize.
A resposta da questão 607a também de "O Livro dos Espíritos"
elucida com maior profundidade: "(...) Não dissemos que
tudo se encadeia na natureza e tende à unidade: é nesses
seres que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio
inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para vida,
como dissemos. É de certa maneira um trabalho preparatório,
como o da germinação, em seguida ao qual, o principio inteligente
sofre uma transformação e se torna Espírito. É
então que começa para ele o período de Humanidade
e com este a consciência do seu futuro, a distinção
do bem e do mal e a responsabilidade de seus atos. Como depois do período
da infância vem o da adolescência , depois a juventude, e
por fim a idade madura. Nada há, de resto, nessa origem, que deva
humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por terem
sido fetos informes no ventre materno? Se alguma deve humilhá-los
é sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar
a profundeza de seus designos e a sabedoria das leis que regulam a harmonia
do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia
que faz a solidariedade de todas as coisas da Natureza. Crer que Deus
pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes
sem futuro será blasfemar contra sua bondade, que se estende sobre
as criaturas".
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Bibliografia:
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PIRES, JH- " Agonia das Regiões" Editora Paidéia
Ltda- São Paulo - SP- 1° ed- 1984- cap II -24 Pág
62. |
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DELANNE,
Gabriel- " A Evolução Anímica"- FEB-
Rio de Janeiro- RJ - 4° ed- 1976- cap III pág 85 a 87. |
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XAVIER,
FC / VIEIRA, W "Evolução em Dois Mundos"-
pelo Espírito André Luiz - FEB- Rio de Janeiro RJ
5°- 1979 - cap III- pág 53.
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Outros
livros consultados:
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KARDEC,
Allan " A Gênese" - FEB- Rio de Janeiro - RJ 18°ed-
1976, cap II - 24- pág 62. |
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ANDREA,
J -" Impulsos Criativos da Evolução" Editora
Arte e Cultura Ltda- Niterói - RJ - 2°ed - 1989 pág
106 a 141. |
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XAVIER,
FC- pelo Espírito Emmanuel- " O Consolador" FEB-
Rio de Janeiro-RJ- 14°ed- 1988 questões 204 a 211-
pág 122 a 127.
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Leda
Marques Bighetti
Abril / 2006
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