Estudo
113 – Questão 227
Através
da sequência destes estudos compreende-se que por invigilância,
o orgulho destrói as mais belas expressões mediúnicas,
o que impossibilita aos seus portadores cumprirem o compromisso de se
tornar instrumentos benfazejos e úteis para o progresso próprio
quanto o da Humanidade.
Para
o médium o traço característico do orgulho é
a confiança cega nas comunicações, que o leva a
crer na infalibilidade e na superioridade dos Espíritos que atuam
por seu intermédio. Acreditando na superioridade do que obtém,
o médium orgulhoso isola-se do convívio salutar das pessoas
que podem auxiliá-lo através da crítica construtiva,
e dá uma irrefletida importância aos nomes de Entidades
Superiores, que mistificadoras e perversas, assinam as mensagens que
fluem por seu intermédio.
Necessário
ainda salientar a influência perniciosa dos que ao seu redor,
estimulam a presunção e a vaidade através do endeusamento
inconsequente. Enquadram-se aqui, os diferentes trabalhadores da seara
espírita, que muitas vezes são assediados por pessoas
que buscam o favorecimento de seus próprios problemas.
Explica
Allan Kardec que se o médium, quando considerado quanto à
execução é apenas um instrumento, no tocante à
moral exerce grande influência, pois o Espírito comunicante
identifica-se com o ele, e para essa identificação é
necessário haver simpatia entre eles, e se assim pode-se dizer,
afinidade.
Segundo
o Prof. Herculano Pires, o Codificador estabeleceu aqui a diferença
entre a simples simpatia e a afinidade, porque a simpatia é às
vezes um grau inferior da afinidade, sendo, entretanto, suficiente para
atrair os Espíritos como entre nós atrai as pessoas.
O
médium exerce sobre o Espírito comunicante uma espécie
de atração ou de repulsão, segundo o grau de semelhança
ou dessemelhança entre eles. Ora, os bons têm afinidade
com os bons e os maus com os maus, do que se pode concluir que as qualidades
morais do médium têm influência capital sobre a natureza
dos Espíritos que se comunicam por seu intermédio.
Durante
as atividades das reuniões mediúnicas, apesar de não
afinizar-se moralmente com os Espíritos maus que se comunicam
através dele, o bom médium é quem oferecerá
as melhores condições, pois acolhe psiquicamente os sofredores
de diferentes matizes, servindo aos Bons Espíritos que trabalham
indistintamente pelo bem de todos.
Assim
definiu o Codificador: “Se o médium é
de baixa moral, os Espíritos inferiores se agrupam em torno dele
e estão sempre prontos a tomar o lugar dos bons Espíritos
a que ele apelou. As qualidades que atraem de preferência os Espíritos
bons são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de
coração, o amor ao próximo, o desprendimento das
coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho,
o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez,
e sensualidade e todas as paixões pelas quais o homem se apega
à matéria”.
| Bibliografia: |
| |
KARDEC, Allan.
O Livro dos Médiuns, 2.ed. São Paulo, FEESP. 1989,
Cap. XX, q. 227 |
| |
|
Tereza Cristina D'Alessandro
Outubro / 2011 |