Estudo 95 –
INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO DA MEDIUNIDADE SOBRE A SAÚDE,
SOBRE O CÉREBRO E SOBRE AS CRIANÇAS
A Mediunidade na
Criança e no Jovem
Concluindo
o estudo do capítulo XVIII, relembramos que a mediunidade é
faculdade humana natural pela qual se estabelecem as relações
entre os homens e os Espíritos; pertence ao campo da comunicação.
Natural constatá-la na criança e no jovem, pois são
Espíritos em experiências no mundo material, em processo
de desenvolvimento físico, intelectual e moral, através
dos quais serão ampliadas as suas potencialidades.
Encerrando
nossas reflexões transcrevemos as conclusões de Allan
Kardec sobre o tema estudado.
“A
prática do Espiritismo, como adiante veremos, requer muito tato
para se desfazer o embuste dos Espíritos mistificadores. Se homens
feitos são por eles enganados, a infância e a juventude
estão ainda mais expostas a isso, por sua inexperiência.
Sabe-se também que o recolhimento é condição
essencial para se tratar com Espíritos sérios. As evocações
feitas levianamente ou por divertimento constituem verdadeira profanação,
que abre a porta aos Espíritos zombeteiros ou malfazejos. Como
não se pode esperar de uma criança a gravidade necessária
a um ato semelhante, seria de temer que, entregue a si mesma, ela o
transformasse em brinquedo. Mesmo nas condições mais favoráveis,
é de se desejar que uma criança dotada de mediunidade
só a exerça sob a vigilância de pessoas experimentadas,
que lhe ensinarão, por exemplo, o respeito devido às almas
dos que se foram deste mundo.
Vê-se,
pois, que o problema da idade está subordinado tanto às
condições do desenvolvimento físico, quanto às
do caráter ou amadurecimento moral. Entretanto, o que ressalta
claramente das respostas anteriores é que não se deve
forçar o desenvolvimento da faculdade mediúnica nas crianças,
quando ela não se desenvolver de maneira espontânea, e
que em todos os casos é necessário empregá-la somente
com grande circunspecção, não se devendo jamais
provocá-la ou encorajar o seu exercício pelas pessoas
fracas.
Deve-se
afastar da prática mediúnica, por todos os meios possíveis,
as que apresentem os menores sinais de excentricidade nas idéias
ou de enfraquecimento das faculdades mentais, porque são evidentemente
predispostas à loucura, que qualquer motivo de superexcitação
pode desenvolver.
As idéias espíritas não têm, a esse respeito,
maior influência que as outras, mas se a loucura se declarar tomará
o caráter de preocupações dominante, como tomaria
o caráter religioso, se a pessoa se entregasse com excesso às
práticas devocionais, e a responsabilidade seria atribuída
ao Espiritismo. O que se pode fazer de melhor com qualquer pessoa que
revele tendência à idéia é dirigir as suas
preocupações em outra direção, a fim de
proporcionar descanso aos órgãos enfraquecidos".
Chamamos
a atenção dos leitores, a esse respeito, para o parágrafo
XII da introdução de "O Livro dos Espíritos".
| Bibliografia: |
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KARDEC, Allan -
O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 -
Cap. XVIII , q. 222 |
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Tereza Cristina D'Alessandro
Outubro / 2009 |