O LIVRO DOS MÉDIUNS
(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)

por

ALLAN KARDEC

Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.


SEGUNDA PARTE


DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO XVII

FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS

 


Estudo 85 – Desenvolvimento da Mediunidade


             É importante relembrar o contexto de lançamento de O Livro dos Médiuns (janeiro de 1861) para entendermos o porquê Allan Kardec deu aos médiuns escreventes e a psicografia o destaque que se percebe no desenvolvimento deste capítulo.
             Através da escrita os Espíritos registraram as mais diversas e importantes informações que formam o corpo da Doutrina Espírita, sendo esta a razão do destaque.
             Nos estudos dos itens 200 a 203 afirma Allan Kardec que tratará, especialmente, dos médiuns escreventes, porque é este o gênero de mediunidade que mais se expandiu, e também porque é há um tempo o mais simples, o mais cômodo, o que proporciona resultados mais satisfatórios e mais completos. É ainda o que todos ambicionam, infelizmente não há, até o presente, nenhum meio de diagnosticar, mesmo de maneira aproximativa, que se possui essa faculdade. Os sinais físicos que alguns tomam por indícios nada têm de certo. Podemos encontrá-las nas crianças e nos velhos, nos homens e nas mulheres, qualquer que seja o temperamento, o estado de saúde ou o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só há um meio de constatar a sua existência: é experimentar.
             Pode-se obter a escrita, como já vimos, por meio de cestas e pranchetas (contexto da época) ou diretamente pela mão. Sendo este último modo o mais fácil, e podemos dizer que o único hoje empregado, é o que de preferência recomendamos. O processo é dos mais simples. Consiste unicamente em pegar-se um lápis e papel e pôr-se em posição de escrever, sem qualquer outra preparação. Mas, para se conseguir bons resultados, são indispensáveis muitas recomendações.
             No tocante às condições materiais, recomendamos evitar-se tudo o que possa impedir o livre movimento da mão. É mesmo preferível que ela não se apóie inteiramente no papel. A ponta do lápis deve manter o contato necessário para escrever, mas não para oferecer resistência. Todas essas precauções se tornam inúteis quando se começa a escrever corretamente, porque então nenhum obstáculo poderia deter a mão. Essas são apenas as preliminares do aprendizado.
             Pode-se usar indiferentemente a pena (caneta) ou o lápis. Alguns médiuns preferem a pena (caneta), mas ela só pode servir para os que estão formados e escrevem calmamente. Há os que escrevem com tal velocidade que o uso da pena (caneta) seria quase impossível ou pelo menos muito incômodo. Acontece o mesmo com a escrita sacudida ou irregular, e quando se trata de Espíritos violentos, que batem com a ponta e a quebram, rasgando o papel.

Bibliografia:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap XVII - 2ª Parte – item 200 a 203
 
 
Tereza Cristina D'Alessandro
Novembro / 2008

Voltar ao Índice

Imprimir