Estudo 85 – Desenvolvimento da Mediunidade
É
importante relembrar o contexto de lançamento de O Livro dos
Médiuns (janeiro de 1861) para entendermos o porquê Allan
Kardec deu aos médiuns escreventes e a psicografia o destaque
que se percebe no desenvolvimento deste capítulo.
Através
da escrita os Espíritos registraram as mais diversas e importantes
informações que formam o corpo da Doutrina Espírita,
sendo esta a razão do destaque.
Nos
estudos dos itens 200 a 203 afirma Allan Kardec que tratará,
especialmente, dos médiuns escreventes, porque é este
o gênero de mediunidade que mais se expandiu, e também
porque é há um tempo o mais simples, o mais cômodo,
o que proporciona resultados mais satisfatórios e mais completos.
É ainda o que todos ambicionam, infelizmente não há,
até o presente, nenhum meio de diagnosticar, mesmo de maneira
aproximativa, que se possui essa faculdade. Os sinais físicos
que alguns tomam por indícios nada têm de certo. Podemos
encontrá-las nas crianças e nos velhos, nos homens e nas
mulheres, qualquer que seja o temperamento, o estado de saúde
ou o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só há
um meio de constatar a sua existência: é experimentar.
Pode-se
obter a escrita, como já vimos, por meio de cestas e pranchetas
(contexto da época) ou diretamente pela mão. Sendo este
último modo o mais fácil, e podemos dizer que o único
hoje empregado, é o que de preferência recomendamos. O
processo é dos mais simples. Consiste unicamente em pegar-se
um lápis e papel e pôr-se em posição de escrever,
sem qualquer outra preparação. Mas, para se conseguir
bons resultados, são indispensáveis muitas recomendações.
No
tocante às condições materiais, recomendamos evitar-se
tudo o que possa impedir o livre movimento da mão. É mesmo
preferível que ela não se apóie inteiramente no
papel. A ponta do lápis deve manter o contato necessário
para escrever, mas não para oferecer resistência. Todas
essas precauções se tornam inúteis quando se começa
a escrever corretamente, porque então nenhum obstáculo
poderia deter a mão. Essas são apenas as preliminares
do aprendizado.
Pode-se
usar indiferentemente a pena (caneta) ou o lápis. Alguns médiuns
preferem a pena (caneta), mas ela só pode servir para os que
estão formados e escrevem calmamente. Há os que escrevem
com tal velocidade que o uso da pena (caneta) seria quase impossível
ou pelo menos muito incômodo. Acontece o mesmo com a escrita sacudida
ou irregular, e quando se trata de Espíritos violentos, que batem
com a ponta e a quebram, rasgando o papel.
| Bibliografia: |
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KARDEC, Allan - O Livro
dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap XVII
- 2ª Parte – item 200 a 203 |
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Tereza
Cristina D'Alessandro
Novembro / 2008 |