(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) por ALLAN KARDEC Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.
CAPITULO XVI
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Relembramos que na questão 152 afirmou Allan Kardec que a ciência espírita progrediu como todas as outras e mais rapidamente do que estas. Ao observar os médiuns em ação o Codificador identificou as variedades que passamos a estudar. VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES 1º - Segundo o modo
de execução 2º - SEGUNDO O DESENVOLVIMENTO DA FACULDADE Médiuns novatos: aqueles cujas faculdades ainda não estão completamente desenvolvidas, nem possuem a experiência necessária. Médiuns improdutivos: os que só recebem sinais sem importância, monossílabos, traços ou letras sem conexão. Médiuns desenvolvidos ou formados: aqueles cujas faculdades mediúnicas estão completamente desenvolvidas, que transmitem as comunicações com facilidade e presteza, sem hesitação. Concebe-se que este resultado só pelo hábito pode ser conseguido, porquanto nos médiuns novatos as comunicações são lentas e difíceis. Médiuns lacônicos: aqueles cujas comunicações, embora recebidas com facilidade, são breves e sem desenvolvimento. Médiuns explícitos:
as comunicações que recebem têm toda a amplitude
e toda a extensão que se pode esperar de um escritor consumado.
Médiuns experimentados: a facilidade de execução é uma questão de hábito e que muitas vezes se adquire em pouco tempo, enquanto a experiência resulta de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo. A experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam para lhes apreciar as qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos Espíritos zombeteiros, que se acobertam com as aparências da verdade. Facilmente se compreende a importância desta qualidade, sem a qual todas as outras ficam destituídas de real utilidade. O mal é que muitos médiuns confundem a experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto da organização física. Julgam-se mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos os conselhos e se tornam presas de Espíritos mentirosos e hipócritas, que os apanham lisonjeando-lhes o orgulho. Médiuns flexíveis:
aqueles cuja faculdade se presta mais facilmente aos diversos gêneros
de comunicações e pelos quais todos os Espíritos,
ou quase todos, podem manifestar-se, espontaneamente, ou por evocação.
Médiuns exclusivos: aqueles pelos quais
se manifesta de preferência um Espírito, até com
exclusão de todos os demais, respondendo ele pelos outros que
são chamados. Médiuns de evocação: os
médiuns flexíveis são naturalmente mais convenientes
para este gênero de comunicações, mais aptos a responder
às questões específicas que lhes forem propostas.
Sob este aspecto, há médiuns inteiramente especiais. Médiuns para ditados espontâneos: recebem
comunicações espontâneas de Espíritos não
chamados. Quando esta faculdade é especial num médium,
é difícil e, às vezes, impossível fazer
uma evocação por seu intermédio. Encerrando esse estudo que mostra a importância do conhecer para melhor analisar, transcrevemos nota de José Herculano Pires (tradutor da edição FEESP), extraída de O Livro dos Médiuns, sobre os médiuns experimentados, e pertinentes ao momento em que vivemos, quando encontramos muitos livros considerados espíritas apenas porque foram psicografados. “(...) essa distinção entre experiência e aptidão é da maior importância no trato da mediunidade. O médium experiente, segundo o conceito kardeciano, dificilmente se deixa enganar pelos Espíritos mistificadores, por mais sutis que estes sejam. O médium apenas apto recebe comunicações absurdas, livros e até mesmo série de livros, sem perceber que está servindo de instrumento a influências perniciosas. Daí a necessidade imprescindível de estudo do problema mediúnico, para que a aptidão mediúnica seja bem aproveitada através da experiência que só o conhecimento propicia”.
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