O LIVRO DOS MÉDIUNS
(Guia dos Médiuns e
dos Doutrinadores)
por
ALLAN KARDEC
Contém o ensino especial
dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações,
os meios de comunicação com o Mundo Invisível,
o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que
se podem encontrar na prática do Espiritismo.
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES
ESPIRITAS
CAPITULO XIV
OS MÉDIUNS
Médiuns sensitivos ou
impressionáveis e médiuns audientes
Estudo 56- Item 164 e 165
Relembramos
que são chamados médiuns os que possuem uma sensibilidade
acentuada e que servem de intermediários entre os dois mundos:
espiritual e material.
Sensitivos são pessoas suscetíveis
de sentir a presença dos Espíritos por uma impressão
geral ou local, vaga ou material.
Médiuns sensitivos ou impressionáveis:
São assim designadas as pessoas capazes de sentir a presença
dos Espíritos por uma vaga impressão, uma espécie
de arrepio geral que elas mesmas não sabem o que seja. Esta variedade
não apresenta caráter bem definido. Todos os médiuns
são necessariamente impressionáveis, de maneira que a
impressionabilidade é antes uma qualidade geral do que especial:
é a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento
de todas as outras. Difere da impressionabilidade puramente física
e nervosa, com a qual não se deve confundi-la, pois há
pessoas que são
neuricamente
sensíveis e sentem mais ou menos a presença dos Espíritos,
ao passo que outras muito suscetíveis absolutamente não
os percebem.
Essa
faculdade se desenvolve com o hábito e pode atingir uma tal sutileza
que a pessoa dotada reconhece, pela sensação recebida,
não só a natureza boa ou má do Espírito
que se aproximou, mas também a sua individualidade, como o cego
reconhece, por um certo não sei que, a aproximação
desta ou daquela pessoa. Ela se torna, em relação aos
Espíritos, um verdadeiro sensitivo. Um bom Espírito produz
sempre uma impressão suave e agradável; a de um mau Espírito,
pelo contrário é penosa, angustiante e desagradável;
tem como que um cheiro de impureza.
Médiuns Audientes
São
os que ouvem a voz dos Espíritos. Como foi explicado ao tratar
da
pneumatofonia,
é algumas vezes uma voz interna que se faz ouvir no foro íntimo.
De outras vezes é uma voz externa, clara e distinta como a de
uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem assim conversar com
os Espíritos. Quando adquirem o hábito de comunicar-se
com certos Espíritos, os reconhecem imediatamente pelo timbre
da voz. Quando não se possui essa faculdade, pode-se também
comunicar com um Espírito através de um médium
audiente, que exerce o papel de intérprete.
Esta
faculdade é muito agradável quando o médium só
ouve Espíritos bons ou somente aqueles que ele chama. Mas não
se dá o mesmo quando um Espírito mau se apega a ele, fazendo-lhe
ouvir a cada minuto as coisas mais desagradáveis e algumas vezes
mais inconvenientes. É necessário então tratar
de desembaraçar-se, pois são sinais característicos
de influência espiritual obsessiva, uma vez que os Espíritos
mais elevados não se impõem em nossas vivências.
Em nosso próximo estudo
abordaremos os médiuns falantes.
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Bibliografia:
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KARDEC,
Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:
FEESP, 1989 - Cap XIV - 2ª Parte
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