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Estudo 110– Questão
226
O
desenvolvimento da mediunidade se processa na razão do desenvolvimento
moral do médium?
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Não. A faculdade propriamente dita é orgânica e,
portanto, independente da moral. Mas já não acontece o
mesmo com seu uso, que pode ser bom ou mau, segundo as qualidades do
médium.
Para
entender essa explicação é necessário relembrar
que se todos são médiuns, isto é, servem como instrumentos
para o intercâmbio entre o mundo espiritual e o material, a mediunidade
independe se pessoas dignas ou indignas a possuem.
A
mediunidade é faculdade orgânica como a visão, e
assim como Deus concede faculdades que malfeitores usam para a propagação
do mal, o mesmo acontece com a mediunidade. Essa concessão visa
o aperfeiçoamento daquele que a possui, isto é, a mediunidade
é concedida a todos indistintamente, pois deve ser utilizada
como ferramenta de crescimento espiritual, e aquele que a possui responderá
pelo uso que dela fizer, considerando-se o seu próprio desenvolvimento
moral.
Assim,
se a mediunidade possibilita o crescimento moral, pode-se entender que
o mais forte obstáculo à utilização da mediunidade
é o conjunto das imperfeições do médium,
pois favorece a interferência dos maus Espíritos, dos frívolos,
que com ele se afinam, mantendo sintonia de propósitos de natureza
inferior.
Os
médiuns não são criaturas privilegiadas, agraciadas,
mas Espíritos em evolução, sujeitos às provas
da vida, com dificuldades e desvios de comportamento ainda não
superados, os quais se refletem, inevitavelmente, nas suas relações
interpessoais, nas quais se insere também o exercício
mediúnico.
Ao
analisar essas questões, Allan Kardec identificou inclusive que
as comunicações espontâneas, tratando de questões
morais, muito frequentemente, têm por finalidade esclarecer ou
corrigir certos defeitos daquele que a transmite. É por isso
que os Espíritos sempre esclarecem acerca da caridade, do orgulho,
da ambição, do egoísmo, que são sentimentos
muito presentes nos homens.
Em
razão das inúmeras dificuldades e perigos a que está
exposto, deve o médium trabalhar pelo próprio aprimoramento
íntimo constantemente, usando sua faculdade mediúnica
com nobreza e desinteresse por qualquer tipo de retribuição,
ainda porque, tal experiência , quando vivenciada com seriedade,
vai ajudá-lo na sua melhoria moral, abrindo-lhe as portas do
serviço de natureza superior.
| Bibliografia: |
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KARDEC, Allan.
O Livro dos Médiuns, 2.ed. São Paulo, FEESP.
1989, Cap. XX, q. 226 |
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NEVES, J., AZEVEDO,
G., CALAZANS, N., FERRAZ, J. - “Vivência Mediúnica
- Projeto Manoel P. de Miranda”, Salvador: LEAL,
1994, Cap. 1 e 11 |
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Tereza Cristina D'Alessandro
Maio / 2011 |
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