Estudo 69 - Item 189 Variedades
especiais para os efeitos físicos – Médiuns de aparições.
Relembramos
que a mediunidade apresenta infinitas variedades de expressão
e que a divisão dos médiuns em médium de efeitos
físicos e de efeitos inteligentes é aplicada para facilitar
o nosso entendimento. Recordamos ainda, que a mediunidade de efeitos
físicos se expressa através de médiuns considerados
especiais, que são aptos a produzirem fenômenos que se
traduzem por efeitos sensíveis aos órgãos dos sentidos,
tais como, ruídos, movimentos, deslocamentos de corpos sólidos.
Para que tais efeitos se processem, é necessária a intervenção
de uma ou mais pessoas dotadas da especial aptidão (médiuns
especiais) que por efeito de sua constituição, possibilitam
maior emanação de fluido animalizado, mais ou menos fácil
de combinar-se com o fluido universal, com os fluidos próprios
do plano dos Espíritos, com os quais, por ação
da vontade dão vida factícia ou momentânea a determinados
objetos, produzindo os fenômenos citados anteriormente.
Médiuns de aparições – Os
que podem provocar as aparições fluídicas ou tangíveis,
visíveis para os assistentes. Muito raros.
Transcrevemos a seguir as questões 100 – 27ª
e 104 do capítulo VI (O Livro dos Médiuns) sobre as manifestações
visuais – aparições.
100-27ª Pode-se provocar a aparição
dos Espíritos?
"Isso algumas vezes é possível, porém,
muito raramente. A aparição é quase sempre espontânea.
Para que alguém veja os Espíritos, precisa ser dotado
de uma faculdade especial”.
104.
O Espírito, que quer ou pode fazer-se visível, reveste
às vezes uma forma ainda mais precisa, com todas as aparências
de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão
e dar a crer, aos que observam a aparição, que têm
diante de si um ser corpóreo. Em alguns casos, finalmente, e
sob o império de certas circunstancias, a tangibilidade se pode
tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar,
palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência,
o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade
se desvaneça com a rapidez do relâmpago. Nesses casos,
já não é somente com o olhar que se nota a presença
do Espírito, mas também pelo sentido tátil.
Dado
se possa atribuir à ilusão ou a uma espécie de
fascinação a aparição simplesmente visual,
o mesmo já não ocorre quando se consegue segurá-la,
palpá-la, quando ela própria segura o observador e o abraça,
circunstâncias em que nenhuma dúvida mais é lícita.
Os
fatos de aparições tangíveis são os mais
raros; porém, os que se têm dado nestes últimos
tempos, pela influência de alguns médiuns de grande poder
(1) e absolutamente autenticados por testemunhos irrecusáveis,
provam e explicam o que a história refere acerca de pessoas que,
depois de mortas, se mostraram com todas as aparências da realidade.
Todavia, conforme já dissemos, por mais extraordinários
que sejam, tais fenômenos perdem inteiramente todo caráter
de maravilhosos, quando conhecida a maneira por que se produzem e quando
se compreende que, longe de constituírem uma derrogação
das leis da Natureza, são apenas efeito de uma aplicação
dessas leis.
(1)
Entre outros, o Sr Home.
Os Espíritos podem se tornar visíveis e serem
vistos no estado de vigília, o que é mais raro ou durante
o sono, o que é comum. Todos podem se tornar visíveis,
mas nem sempre têm permissão ou desejam fazê-lo.
Pertencem a toda as categorias, das mais elevadas as inferiores e segundo
a sua natureza o fim pode ser bom ou mau. No primeiro caso visam consolar
os que lamentam sua partida, provar que continuam a existir, dar conselhos
ou pedir assistência, preces, ajuda para si mesmos; no segundo
caso, assustar e, às vezes, vingar-se.
Quando
ocorrem essas aparições não se deve temê-los,
pois estão por toda parte, e o mal que possam causar decorre
do encarnado se deixar influenciar por seus pensamentos desviando-se
do bem.
Vendo
Espíritos, a melhor ação é conversar, perguntando-lhe
quem é e o que deseja, o que se pode fazer por ele. Se for infeliz,
sofredor, o sentimento de querer ajudar, a atenção demonstrada
muito o aliviará.
Essas
visões ou aparições podem ocorrer em condições
perfeitamente normais de saúde, a qualquer hora do dia, sendo
mais comuns à noite, uma vez que a claridade intensa pode ofuscar
uma aparição delicada. Relembramos que os Espíritos
não são vistos com os olhos físicos. É a
alma que vê e a prova disso é que podem ser divisados mesmo
estando de olhos fechados, O Espírito se apresenta revestido
do seu perispírito na forma humana ou outra qualquer no sono
ou vigília; combina fluidos e produz no corpo perispiritual uma
disposição especial que o torna perceptível.
Nessa
forma de aparição é impossível tocá-los.
O
espírito que quer ou pode fazer-se visível, reveste-se
às vezes, de todas as aparências de um corpo sólido,
a ponto de causar completa ilusão e os que vêem realmente
pensam ter diante de si um corpo sólido. Em alguns casos a tangibilidade
pode tornar-se real sendo possível ao observador tocar apalpar,
sentir na aparição a mesma resistência, o mesmo
calor do corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se
desvaneça com a rapidez do relâmpago; essa aparição
é sensível ao olhar e também ao tato. Como exemplo,
citamos as aparições de Katie King, graças à
mediunidade de Florence Cook, caracterizando o chamado agênere.
Em
nosso próximo estudo continuaremos estudando variedades especiais
de médiuns para os efeitos físicos.
| Bibliografia: |
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KARDEC,
Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:
FEESP, 1989 - Cap XVI - 2ª Parte – item 189 e itens 100-27ª
e 104 |
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BIGHETTI,
Leda Marques – Educação Mediúnica
“Teoria e Prática” 1º volume: 1.ed
Ribeirão Preto: BELE, 2005 – pág 161 a 163 |
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Tereza
Cristina D'Alessandro
Maio/2007 |