Estudo 81 –
VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES – Médiuns
imperfeitos.
A imperfeição, que se manifesta nos homens ou nos Espíritos,
indica o estágio inferior no qual estagia seu portador e é
proveniente dos atavismos que o fixa às faixas primárias
de onde procede e das quais ainda não conseguiu liberar-se. Se
forem portadores de faculdade mediúnica ostensiva, essa estará
sob a vigência da lei de afinidade, mediante a qual é mais
fácil aqueles que são simpáticos entre si se intercambiarem
do que a ocorrência de fenômenos entre opostos.
Assim, são médiuns imperfeitos os caracterizados por Allan
Kardec, conforme segue.
Médiuns obsidiados: os que não podem se livrar
de Espíritos importunos e enganadores, mas não se iludem.
Médiuns fascinados: os que são iludidos por Espíritos
enganadores e se iludem sobre a natureza das comunicações
que recebem.
Médiuns subjugados: os que sofrem uma dominação
moral e, muitas vezes, material da parte de maus Espíritos.
Médiuns levianos: os que não levam a sério
sua faculdade e dela só se serve por divertimento, ou para futilidades.
Médiuns indiferentes: os que nenhum proveito moral tiram
das instruções que obtêm e em nada modificam o proceder
e os hábitos.
Médiuns presunçosos: os que têm a pretensão
de se acharem em relação somente com Espíritos
superiores. Crêem-se infalíveis e consideram inferior e
errôneo tudo o que deles não provenha.
Médiuns orgulhosos: os que se envaidecem das comunicações
que lhes são dadas; julgam que nada mais têm que aprender
no Espiritismo e não tomam para si as lições que
recebem freqüentemente dos Espíritos. Não se contentam
com as faculdades que possuem, querem tê-las todas.
Médiuns suscetíveis: variedade dos médiuns
orgulhosos, suscetibilizam-se com as críticas de que sejam objeto
suas comunicações; zangam-se com a menor contradição
e, se mostram o que obtêm, é para que seja admirado e não
para que se lhes dê um parecer. Geralmente, tomam aversão
às pessoas que os não aplaudem sem restrições
e fogem das reuniões onde não possam impor-se e dominar.
"Deixai que se vão pavonear algures e procurar ouvidos mais
complacentes, ou que se isolem; nada perdem as reuniões que da
presença deles ficam privadas." -ERASTO.
Médiuns mercenários: os que exploram suas faculdades.
Médiuns ambiciosos: os que, embora não mercadejem
com as faculdades que possuem, esperam tirar delas quaisquer vantagens.
Médiuns de má-fé: os que, possuindo faculdades
reais, simulam as de que carecem, para se darem importância. Não
se podem designar pelo nome de médium as pessoas que, nenhuma
faculdade mediúnica possuindo, só produzem certos efeitos
por meio de trapaças.
Médiuns egoístas: os que somente no seu interesse
pessoal se servem de suas faculdades e guardam para si as comunicações
que recebem.
Médiuns invejosos: os que se mostram despeitados com
o maior apreço dispensado a outros médiuns, que lhes são
superiores.
Não se conscientizando o médium da gravidade de que o
exercício mediúnico se reveste, permanece, leviano quão
insensato, vinculado às mentes ociosas e vulgares com as quais
se sintoniza. Pode ser, às vezes, instrumento de comunicações
sérias, aproveitáveis, no entanto, em razão da
condição vibratória que lhe é natural, mais
facilmente se deixa influenciar por Espíritos portadores de iguais
condições morais.
À medida que o médium se moraliza, utiliza vigilância
constante e a oração freqüente, esforça-se
pela ação caridosa, pela disciplina e estudo constantes,
torna-se mais apto ao contato com Espíritos superiores.
A relação com os Espíritos impõe prudência,
elevação moral, equilíbrio emocional em todo aquele
que se interessa por alcançar resultados satisfatórios.
Em nosso próximo estudo refletiremos sobre os bons médiuns.
| Bibliografia: |
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KARDEC, Allan -
O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989
- Cap XVI - 2ª Parte – item 196 |
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FRANCO, Divaldo
P. pelo Espírito Vianna de Carvalho
– Médiuns e Mediunidades: 5.ed. Salvador: LEAL, 1990
– cap XIX ao XXII |
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Tereza
Cristina D'Alessandro
Junho / 2008 |