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(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) por ALLAN KARDEC Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS CAPITULO XIV OS MÉDIUNS Médiuns Sonâmbulos Antes de estudarmos a mediunidade sonambúlica recorremos ao O Livro dos Espíritos no Capítulo VIII que trata dos fenômenos de emancipação da alma. Ver também o seguinte endereço eletrônico de onde retiramos os esclarecimentos abaixo: http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-s.html Sonambulismo [do latim somnus= sono e ambulare= marchar, passear] - Estado de emancipação da alma mais completo do que no sonho. O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo, a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento do despertar é um dos sinais característicos do verdadeiro sonambulismo, visto que a independência da alma e do corpo é mais completa do que nos sonhos. Sonambulismo artificial - Sonambulismo provocado por emanação magnética ou passe. Sonambulismo magnético - Aquele que é provocado pela ação de uma pessoa sobre outra por meio do fluido magnético que esta derrama sobre aquela. Sonambulismo natural - Aquele que é espontâneo e se produz sem provocação e sem influência de nenhum agente exterior. Sonâmbulo [do francês somnambule] - Pessoa em estado de sonambulismo, podendo levantar-se, andar e falar durante o sono. No item V, cap VIII de O Livro dos Espíritos, respondendo a Allan Kardec, os Espíritos explicam que o sonâmbulo possui mais conhecimentos do que os que lhe supõe. Esta é a razão das idéias inatas do sonâmbulo, quando fala com exatidão de coisas que ignora quando desperto, de coisas que estão mesmo acima de sua capacidade intelectual. Tais conhecimentos dormitam, porque, por demasiado imperfeito, seu invólucro corporal não lhe consente rememorá-lo. O sonâmbulo é um Espírito que se encontra encarnado para cumprir a sua tarefa, despertando dessa letargia quando cai em estado sonambúlico. Considerando que já vivemos inúmeras existências, esta mudança é que, ao sonâmbulo, como a qualquer Espírito, ocasiona a perda material do que haja aprendido em precedente existência. Entrando no estado chamado crise, lembra-se do que sabe, mas sempre de modo incompleto. Sabe, mas não poderia dizer donde lhe vem o que sabe, nem como possui os conhecimentos que revela. Passada a crise, toda recordação se apaga e ele volve à obscuridade. Afirma Allan Kardec que a experiência mostra que os sonâmbulos também recebem comunicações de outros Espíritos, que lhes transmitem o que devam dizer e suprem à incapacidade que denotam. Isto se verifica principalmente nas prescrições médicas. O Espírito do sonâmbulo vê o mal, outro lhe indica o remédio. Essa dupla ação é às vezes patente e se revela, além disso, por estas expressões muito freqüentes: dizem-me que diga, ou proíbem-me que diga tal coisa. Neste último caso, há sempre perigo em insistir-se por uma revelação negada, porque se dá azo a que intervenham Espíritos levianos, que falam de tudo sem escrúpulo e sem se importarem com a verdade. Até certo ponto, as faculdades de que goza o sonâmbulo são as que têm o Espírito depois da morte (desencarnado), pois cumpre se atenda à influência da matéria a que ainda se acha ligado. Nos fenômenos sonambúlicos, em que a alma se transporta, o sonâmbulo experimenta no corpo as sensações do frio e do calor existentes no lugar onde se acha sua alma, muitas vezes bem distante do seu corpo. A alma, em tais casos, não deixou inteiramente o corpo; conserva-se-lhe presa pelo laço (cordão fluídico) que os liga e que então desempenha o papel de condutor das sensações. Quando duas pessoas se comunicam de uma cidade para outra, por meio da eletricidade (telefone), esta constitui o laço que lhes liga os pensamentos. Daí vem que confabulam como se estivessem ao lado uma da outra. O uso que um sonâmbulo faz da sua faculdade influi muito no seu estado depois da morte. Como o bom ou mau uso que o homem faz de todas as faculdades com que Deus o dotou.
No estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito
do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil
com os outros Espíritos encarnados ou não encarnados,
comunicação que se estabelece pelo contato dos fluidos,
que compõem os perispíritos e servem de transmissão
ao pensamento, como o fio elétrico.
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