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O LIVRO DOS
MÉDIUNS
(Guia dos Médiuns
e dos Doutrinadores)
SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS CAPITULO II MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E MESAS GIRANTES
Chamam-se
manifestações físicas as que se traduzem
por efeitos sensíveis, como os ruídos, o movimento e
deslocamento de corpos sólidos. As manifestações físicas têm por propósito chamar nossa atenção sobre alguma coisa, e de nos convencer da presença de uma potência superior ao homem. Uma vez atingido esse propósito, as manifestações cessam, porque não são mais necessárias. As Mesas Girantes Explica Allan Kardec no desenvolvimento
deste capítulo que, dentre as manifestações físicas,
um dos fenômenos de efeito mais simples e um dos primeiros a
serem observados, consiste no movimento circular de uma mesa. Este
efeito se produz sobre todos os objetos igualmente, mas sobre a mesa
é o mais cômodo, daí o nome de mesas girantes
prevalecer na designação desta espécie de fenômeno. O Fenômeno e suas variantes Mais tarde iriam aparecer, também
na Europa, as variantes do sistema das mesas girantes. Surgiriam as
sessões com o "copinho deslizante" dentro de um círculo
formado pelas letras do alfabeto. Os circunstantes colocavam a ponta
do dedo indicador na borda do fundo do copo emborcado sobre a mesa.
Dentro de algum tempo, mais ou menos longo, o copo começava
a mover-se e ia apontando as letras, uma a uma, soletrando, assim,
as palavras, mas, há muitos séculos, já se empregava
um método parecido de comunicação com o Invisível:
trata-se das "pranchetas" muito usadas na antiga China.
O processo era semelhante. Em vez do copo, usava-se uma pequena tábua
dotada de três pés que continha um indicador. O aparelho
move-se dentro de um círculo formado por letras do alfabeto,
incluindo também os algarismos de 0 a 9 e as palavras sim e
não. A prancheta foi reinventada em 1853, na França,
e tomou o nome de "ouija". Na realidade, o "ouija"
é uma mesa de pequenas proporções. Foi nessas reuniões que Kardec começou os seus estudos sérios de espiritismo, "mais pelas observações que pelas revelações". Aplicou à nova ciência, como sempre fizera, o método da experimentação. Jamais utilizou teorias preconcebidas; observava atentamente, comparava e deduzia as consequências. Através dos efeitos procurava chegar às causas pela dedução e o encadeamento lógico dos fatos, só admitindo uma conclusão como válida quando esta conseguia resolver todas as dificuldades da questão. Afirmou: "Compreendi, logo à primeira vista, a importância da pesquisa que iria fazer. Vislumbrei naqueles fenômenos a chave do problema do passado e do futuro da Humanidade, tão confuso e tão controvertido, a solução daquilo que eu havia buscado toda a minha vida. Era, em suma, uma revolução total nas idéias e nas crenças existentes. Era preciso, pois, agir com circunspeção, não levianamente. Ser positivo, não idealista, para não me deixar levar por ilusões." ¹ Logo
Allan Kardec percebeu que os Espíritos nada mais eram do
que as almas dos homens, não possuindo nem a plena sabedoria,
nem a ciência integral: "Agi com
os Espíritos, como teria feito com homens. Foram para mim,
do menor ao maior deles, veículos de informação
e não reveladores predestinados" - declarou
Kardec. ¹ Fenômenos de pancadas no interior da madeira No estudo deste capítulo II, Allan Kardec também faz referências ao fenômeno das pancadas no interior da madeira, mas o mesmo será estudado, a seguir, no capítulo III. Conclusão O fenômeno das mesas girantes constitui assim, um período de manifestações do Mundo espiritual, com caráter preparatório, instrutivo, visando o despertamento dos homens para a realidade transcendente do Espírito. O Professor Rivail, em seus profundos estudos, realizou notável obra de investigação, trazendo à luz a Nova Revelação, o Consolador prometido por Jesus, que veio para esclarecer e consolar os homens na Terra. BIBLIOGRAFIA KARDEC, Allan - O Livro dos
Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. II
- 2ª Parte Tereza Cristina
D'Alessandro |