O LIVRO DOS MÉDIUNS Estudo 12 Contém o ensino especial dos Espíritos
sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações,
os meios de comunicação com o Mundo Invisível,
o desenvolvimento na mediunidade, as dificuldades e os escolhos que
se podem encontrar na prática do Espiritismo. |
||||||||||||||||
|
O professor Herculano Pires, em nota de rodapé em o Livro dos Médiuns, destaca que Allan Kardec emprega espíritas-cristãos, como designação do verdadeiro espírita, para distinguir daqueles que não seguem os princípios do Espiritismo. 4- Encontramos ainda, os espíritas exaltados que é uma espécie de adeptos mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. Eles são enganados facilmente por espíritos mistificadores ou por pessoas que procuram explorar a credulidade. Os meios de convicção, ou seja uma forma de levar alguém a pensar e refletir sobre princípios do Espiritismo, variam tremendamente segundo as individualidades. Um se convence pelas manifestações espíritas, outros por manifestações inteligentes, mas a maioria se convence pelo raciocínio. Será útil procurar convencer um incrédulo obstinado? Muitas vezes a nossa insistência em persuadi-lo o leva a crer na sua importância pessoal, que é uma razão para se obstinar. Aquele que não se convence pelo raciocínio, nem pelos fatos, deve ainda sofrer a prova da incredulidade, que é uma necessidade deste Espírito em evolução. Devemos deixar a providência, o cuidado de encaminhá-lo a circunstâncias mais favoráveis. No ensino do Espiritismo, tem-se que lidar com inteligências dotadas de liberdade e que provam a cada instante, não estarem sujeitas aos nossos caprichos. O verdadeiro espírita jamais servirá para exibições. O meio mais simples de evitar inconvenientes é começando pela teoria. O estudo prévio da teoria tem a vantagem de mostrar a grandeza do objetivo e o alcance desta Ciência. Aquele que se inicia vendo uma mesa girar ou bater pode inclinar-se à zombaria, porque dificilmente imaginaria que de uma mesa possa sair uma Doutrina regeneradora da Humanidade. Os que crêem sem ter visto, porque leram e compreenderam, ao invés de superficiais são os mais ponderados. O aspecto filosófico é para eles o principal, e os fenômenos propriamente ditos são apenas o acessório. Quem refletir a respeito compreenderá claramente que se pode fazer a abstração das manifestações, sem que a doutrina tenha que por isso desaparecer. As manifestações colaboram, a confirmam, mas não constituem um fundamento essencial. Seria absurdo supor que estejamos aconselhando a negligência dos fatos, pois foi pelos fatos que chegou-se a teoria. Tudo isto foi fruto de um trabalho assíduo de muitos anos e de muitas observações de Allan Kardec e toda a sua equipe de trabalho.
|
||||||||||||||||