Estudo 81 –
VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES – Bons
Médiuns
Médiuns sérios: os que unicamente
para o bem se servem de suas faculdades e para fins verdadeiramente
úteis. Acreditam profaná-las, utilizando-se delas para
satisfação de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades.
Médiuns modestos: os que não
se atribuem nenhum mérito pelas comunicações que
recebem por melhores que sejam. Consideram-nas como alheias e não
se julgam livres de mistificações. Longe de fugirem às
advertências imparciais, eles as solicitam.
Médiuns devotados: os que compreendem
que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e deve,
quando necessário, sacrificar seus gostos, seus hábitos,
seus prazeres, seu tempo e até mesmo seus interesses materiais
em favor dos outros.
Médiuns seguros: os que, além
da facilidade de recepção, merecem toda a confiança,
pelo próprio caráter, pela natureza elevada dos Espíritos
que os assistem; sendo, portanto, menos expostos a enganos. Veremos
mais tarde que esta segurança de modo algum depende dos nomes
mais ou menos respeitáveis com que os Espíritos se manifestem.
"É incontestável, e bem o percebeis que, expondo
assim as qualidades e os defeitos dos médiuns, se provocará
contrariedades e até a animosidade de alguns; mas, que importa?
A mediunidade se espalha cada vez mais e o médium que levasse
a mal estas reflexões, apenas uma coisa provaria: que não
é bom médium, isto é, que tem a assisti-lo Espíritos
maus. De resto, como já disse, tudo isto será passageiro
e os maus médiuns, os que abusam, ou usam mal de suas faculdades,
experimentarão tristes conseqüências, conforme já
se tem dado com alguns. Aprenderão à sua custa o que resulta
de aplicarem, no interesse de suas paixões terrenas, um dom que
Deus lhes concedeu unicamente para o adiantamento moral deles. Se não
podeis reconduzi-los ao bom caminho, lamentai-os, pois vos posso dizer
que Deus os reprova" (ERASTO)
"Este quadro é de grande importância, não
só para os médiuns sinceros que procuram de boa-fé,
ao lê-lo, preservar-se dos escolhos a que estão expostos,
mas também para todos os que se servem dos médiuns, porque
lhes dará a medida do que podem racionalmente esperar. Ele deverá
estar constantemente sob as vistas de todo aquele que se ocupa de manifestações,
do mesmo modo que a escala espírita, a que serve de complemento.
Esses dois quadros reúnem todos os princípios da Doutrina
e contribuirão, mais do que o supondes, para trazer o Espiritismo
ao verdadeiro caminho" (SÓCRATES)
Afirma o Espírito Vianna de Carvalho no capítulo XXV –
Médiuns Seguros “(...) O médium seguro é
uma pessoa aparentemente comum, no entanto, em se tratando de um paranormal,
possui uma constituição que lhe possibilita a captação
do psiquismo dos espíritos, bem como suas energias, sendo, portanto,
necessário impor-se um comportamento incompatível com
sua realidade (...) é, pois, aquele por quem se comunicam os
bons espíritos, inspirando confiança em razão de
sua vida de altruísmo e abnegação, de serviço
ao bem, de fé e de caridade, não estando exposto à
leviandade, nem influenciação das más entidades,
mantendo-se sempre sereno e correto nos momentos de júbilo como
de provação, face à confiança que deposita
em Deus e à consciência que possui em torno da sabedoria
das suas Leis, submetendo-se a Sua Vontade como servidor que cumpre
airosamente com seu dever em qualquer circunstância (...).
| Bibliografia: |
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KARDEC, Allan -
O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989
- Cap XVI - 2ª Parte – item 197 |
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FRANCO, Divaldo
P. pelo Espírito Vianna de Carvalho – Médiuns
e Mediunidades: 5.ed. Salvador: LEAL, 1990 – cap XIX ao XXII |
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Tereza
Cristina D'Alessandro
Julho / 2008 |