O LIVRO DOS MÉDIUNS
(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)

por

ALLAN KARDEC

Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO XIX

O PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES


Estudo 97 – Reflexões sobre a questão 223.1

         O termo médium tem a sua origem na língua latina (médium) e é aquele que serve de instrumento entre os dois pólos da vida: física e espiritual.
         “Médium é o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se com os homens: Espíritos encarnados”, conforme acentuou o Espírito Erasto, em memorável comunicação sobre a mediunidade dos animais, e inserta em “O Livro dos Médiuns”, capítulo XXII, item 236.
         Desta forma o Espírito do médium é o interprete do Espírito comunicante porque está ligado ao corpo que serve de comunicação e porque é necessária essa cadeia entre o médium e os Espíritos, como é necessário um fio elétrico para transmitir uma notícia à distância, e na ponta do fio uma pessoa inteligente que a receba e a comunique. Daí entende-se que o papel do médium é sempre ativo nas comunicações, seja ele consciente ou inconsciente.

    Lembremo-nos do que são médiuns consciente ou inconsciente.

  • Consciente: o médium sabe o que o Espírito quer falar antes que o faça.
    Há exteriorização do perispírito do médium de apenas alguns centímetros e a formação da atmosfera fluídica entre as suas irradiações perispirituais e as do Espírito comunicante. O Espírito emite o pensamento e tenta influir sobre o órgão material do médium; o médium sente essa influência e capta o pensamento do Espírito comunicante na origem, antes de falar, e pode transmiti-lo ou não. Se concordar em falar, transmite a idéia conforme a entende e usando seu próprio estilo, vocabulário e construção de frases.
  • Inconsciente: exteriorização total do perispírito do médium e formação da atmosfera mediúnica; inexistência de ligação entre o cérebro do médium e a mente do manifestante e mesmo entre a própria mente perispiritual do médium e seu cérebro físico.

Ocorre uma atuação mais direta do comunicante sobre o organismo mediúnico, através dos centros nervosos liberados. A mensagem é transmitida sem que o médium guarde consciência cerebral dela; em Espírito porém o médium está consciente - desde que não esteja em processo obsessivo.
Em nosso próximo estudo continuaremos as reflexões sobre o tema.

Bibliografia:

 KARDEC, Allan: O Livro dos Médiuns – 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. XIX, q. 223.1
FRANCO, Divaldo P. pelo Espírito Joanna de Ângelis: Estudos Espíritas, 4.ed. Brasília: FEB. 1987 – item 18 - Mediunidade
OLIVEIRA, Therezinha: - Mediunidade, 7.ed.Capivari: EME. 1994 - cap. 19
 
Tereza Cristina D'Alessandro / Hérin Andréas Roque Okano
Janeiro / 2010

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