|
Estudo 97 –
Reflexões sobre a questão 223.1
O termo médium
tem a sua origem na língua latina (médium) e é
aquele que serve de instrumento entre os dois pólos da vida:
física e espiritual.
“Médium
é o ser, é o indivíduo que serve de traço
de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se
com os homens: Espíritos encarnados”, conforme acentuou
o Espírito Erasto, em memorável comunicação
sobre a mediunidade dos animais, e inserta em “O Livro dos Médiuns”,
capítulo XXII, item 236.
Desta forma o
Espírito do médium é o interprete do Espírito
comunicante porque está ligado ao corpo que serve de comunicação
e porque é necessária essa cadeia entre o médium
e os Espíritos, como é necessário um fio elétrico
para transmitir uma notícia à distância, e na ponta
do fio uma pessoa inteligente que a receba e a comunique. Daí
entende-se que o papel do médium é sempre ativo nas comunicações,
seja ele consciente ou inconsciente.
Lembremo-nos do que são
médiuns consciente ou inconsciente.
- Consciente: o médium sabe
o que o Espírito quer falar antes que o faça.
Há exteriorização do perispírito do médium
de apenas alguns centímetros e a formação da
atmosfera fluídica entre as suas irradiações
perispirituais e as do Espírito comunicante. O Espírito
emite o pensamento e tenta influir sobre o órgão material
do médium; o médium sente essa influência e capta
o pensamento do Espírito comunicante na origem, antes de falar,
e pode transmiti-lo ou não. Se concordar em falar, transmite
a idéia conforme a entende e usando seu próprio estilo,
vocabulário e construção de frases.
- Inconsciente:
exteriorização total do perispírito do médium
e formação da atmosfera mediúnica; inexistência
de ligação entre o cérebro do médium e
a mente do manifestante e mesmo entre a própria mente perispiritual
do médium e seu cérebro físico.
Ocorre uma atuação
mais direta do comunicante sobre o organismo mediúnico, através
dos centros nervosos liberados. A mensagem é transmitida sem
que o médium guarde consciência cerebral dela; em Espírito
porém o médium está consciente - desde que não
esteja em processo obsessivo.
Em nosso próximo estudo continuaremos as reflexões sobre
o tema.
| Bibliografia: |
| |
KARDEC, Allan:
O Livro dos Médiuns – 2.ed. São Paulo: FEESP,
1989 - Cap. XIX, q. 223.1 |
 |
FRANCO, Divaldo P. pelo Espírito Joanna de Ângelis:
Estudos Espíritas, 4.ed. Brasília: FEB. 1987 –
item 18 - Mediunidade |
 |
OLIVEIRA, Therezinha: - Mediunidade, 7.ed.Capivari: EME. 1994
- cap. 19 |
| |
|
Tereza Cristina D'Alessandro
/ Hérin Andréas Roque Okano
Janeiro / 2010 |
Voltar ao Índice
Imprimir
|
|