Estudo 76 - 190. Médiuns
especiais para efeitos intelectuais. Aptidões diversas.
Médiuns extáticos: os que, em estado
de êxtase, recebem revelações da parte dos Espíritos.
"Muitos extáticos são joguetes da própria
imaginação e de Espíritos zombeteiros que se aproveitam
da exaltação deles. São raríssimos os que
mereçam inteira confiança."
Médiuns pintores ou desenhistas: os que pintam
ou desenham sob a influência dos Espíritos. Falamos dos
que obtêm trabalhos sérios, visto não se poder dar
esse nome a certos médiuns que Espíritos zombeteiros levam
a fazer coisas grotescas, que desabonariam o mais atrasado estudante.
O trabalho considerado sério terá como característica
a fidelidade ao estilo peculiar de cada artista. Pode ser sucessivo
e algumas vezes simultâneo com escolas distintas, não raro
antagônicas; haverá a maneira não convencional de
grafar ou pintar, a rapidez, a elaboração com ou sem pincéis,
espátulas, uso de ambas as mãos, pés, olhos abertos
ou fechados, claridade ou obscuridade, luz solar ou noite, tudo realizado
em minutos ou segundos.
Revista Espírita de 1858 – Agosto: Os Espíritos
levianos se comprazem em imitar. Na época em que apareceram os
notáveis desenhos de Júpiter, surgiu grande número
de pretensos médiuns desenhistas, que Espíritos levianos
induziram a fazer as coisas mais ridículas. Um deles, entre outros,
querendo eclipsar os desenhos de Júpiter, ao menos nas dimensões,
quando não fosse na qualidade, fez que um médium desenhasse
um monumento que ocupava muitas folhas de papel para chegar à
altura de dois andares. Muitos outros se divertiram fazendo que os médiuns
pintassem supostos retratos, que eram verdadeiras caricaturas.
Médiuns músicos: os que executam, compõem,
ou escrevem músicas, sob a influência dos Espíritos.
Podem ser mecânicos, semimecânicos, intuitivos e inspirados,
como os há para as comunicações literárias.
Há também os médiuns de efeitos musicais que são
aqueles que provocam a execução de composições
em certos instrumentos musicais, sem contato com os mesmos.
Complementando nosso estudo, transcrevemos a questão 74 item
24, já estudada:
Cap IV – 76-24: Dizes que o Espírito não
usa as mãos para mover a mesa, mas em certas manifestações
aparecerem mãos a dedilharem teclados, movimentando as teclas
e produzindo sons. Não parecia, nesse caso, que as teclas eram
movimentadas pelos dedos? E a pressão dos dedos não é
também direta e real, quando a sentimos em nós mesmos,
quando essas mãos deixam marcas na pele?
— Não poderias compreender
a natureza dos Espíritos e sua maneira de agir por meio dessas
comparações, que dão apenas uma idéia incompleta.
É um erro querer sempre assemelhar às vossas, as maneiras
deles procederem. Os processos dos Espíritos devem estar sempre
em relação com a sua organização. Já
não dissemos que o fluido do perispírito penetra na matéria
e se identifica com ela, dando-lhe uma vida factícia? Pois bem,
quando o Espírito movimenta as teclas com os dedos, ele o faz
realmente. Mas não é pela força muscular que faz
a pressão. Ele anima a tecla, como faz com a mesa, e a tecla
obedece à sua vontade e vibra a corda. Neste caso, ocorre um
caso de difícil compreensão para vós. É
que certos Espíritos são ainda tão atrasados e
de tal forma materiais em comparação com os Espíritos
elevados, que conservam as ilusões da vida terrena e julgam agir
como quando estavam no corpo. Não percebem a verdadeira causa
dos efeitos que produzem, como um pobre homem não compreende
a teoria dos sons que pronuncia. Se perguntares como tocam o piano,
dirão que com os dedos, pois assim crêem fazer. Produzem
o efeito de maneira instintiva, sem o saberem, e não obstante
pela sua vontade. Quando falam e se fazem ouvir, é a mesma coisa,
da mesma maneira que a mímica substitui, nos mudos, a palavra
que lhes falta.
| Bibliografia: |
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KARDEC,
Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP,
1989 - Cap XVI - 2ª Parte – item 190 |
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BIGHETTI,
Leda Marques – Educação Mediúnica –
Teoria e Prática-1º volume: 1.ed. Ribeirão Preto:
BELE, 2005 - pág 206 - 207 |
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Tereza
Cristina D'Alessandro
Janeiro 2008 |