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Estudo
98 – Reflexões sobre a questão 223.1 (continuação)
Continuando
as reflexões iniciadas no estudo anterior, relembramos que o
termo médium tem a sua origem na língua latina (médium)
e é aquele que serve de instrumento entre os dois pólos
da vida: física e espiritual.
“Médium
é o ser, é o indivíduo que serve de traço
de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se
com os homens: Espíritos encarnados”, conforme acentuou
o Espírito Erasto, em memorável comunicação
sobre a mediunidade dos animais, e inserta em “O Livro dos Médiuns”,
capítulo XXII, item 236.
Analisando
sob o aspecto funcional, a influência do médium na comunicação
pode ser:
- Quanto à
forma de expressão do pensamento, o espírito
pode exprimir-se em língua que ele mesmo não conheceu
em nenhuma de suas existências terrenas, mas que é familiar
ao médium, porque o Espírito estará emitindo
o pensamento e o médium “traduzindo” em um dos
idiomas terrestres que conheça.
O Espírito também pode fazer que o seu pensamento seja
reproduzido em um idioma que lhe é familiar, mas ao médium
não - nem em outra existência; a dificuldade, neste caso,
está em que terá de procurar os sons conhecidos pelo
médium em outros idiomas e tentar reuni-los formando as palavras
do idioma que quer empregar.
A mesma resistência mecânica encontrará o Espírito
quando quiser escrever por um médium analfabeto, desenhar por
um médium que não possua técnica ou aptidão
para isso.
- Quanto ao conteúdo
do pensamento a ser expresso: por processo análogo
e com igual dificuldade, o Espírito poderá conseguir
que o médium pouco desenvolvido intelectualmente transmita
comunicações de ordem elevada. Mas, comumente, o médium
“interpreta” o pensamento do Espírito. Se não
compreender o alcance desse pensamento, não o poderá
fazer com fidelidade. Se compreender o pensamento, mas por falta de
simpatia ou outro motivo, não for passivo (isto é, se
misturar suas idéias próprias com as do Espírito
comunicante), deformará o pensamento comunicado.
Observação:
Não
só o Espírito tem suas aptidões particulares; também
o médium possui um “matiz” especial a colorir sua
interpretação.
Um
único médium, por melhor que seja, não fornecerá
boas comunicações em todos os gêneros de manifestações
e conhecimentos. O Espírito preferirá o médium
que menos obstáculos ofereça às comunicações
usuais e de certa extensão, embora possa, na falta de instrumento
melhor e ocasionalmente, servir-se do que tem à mão.
Conclui-se,
desta forma, que cabe ao médium desenvolver-se intelectualmente
e moralmente, para oferecer extensa faixa de interpretação
e forma mais fiel ao pensamento do Espírito comunicante.
| Bibliografia: |
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KARDEC, Allan:
O Livro dos Médiuns – 2.ed. São Paulo: FEESP,
1989 - Cap. XIX, q. 223.1 |
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FRANCO, Divaldo P. pelo Espírito
Joanna de Ângelis: Estudos Espíritas, 4ª Ed. Brasília:
FEB. 1987 – item 18 - Mediunidade |
 |
OLIVEIRA, Therezinha: - Mediunidade,
7ª Ed.Capivari: EME. 1994 - cap. 19 |
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Hérin Andréas
Roque Okano / Tereza Cristina D'Alessandro
Fevereiro / 2010 |
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