O LIVRO DOS MÉDIUNS (Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento na mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. por ALLAN KARDEC Estudo nr. 07 Capitulo II - O maravilhoso e o sobrenatural. Por todas as considerações já feitas, fica cada vez mais evidente a importância do conhecimento para bem compreender a atuação das leis divinas e naturais no universo.
O Espiritismo não aceita todos os fatos considerados maravilhosos. Longe disso, demonstra a impossibilidade de muitos deles e o ridículo de algumas crenças que constitui , propriamente falando, a superstição. Os adversários do Espiritismo o acusam de despertar idéias supersticiosas. Mas, o que é que há de comum entre a doutrina que ensina a existência do mundo invisível, comunicando-se com o visível, e fatos da natureza do que relatamos, que são os verdadeiros tipos de superstição? Se os que o atacam a esse respeito tivessem dado ao trabalho de estuda-lo, antes de julga-lo levianamente, saberiam que não só condena as práticas divinatórias, como lhes demonstra a nulidade. O estudo sério do Espiritismo, tende a destruir as crenças realmente supersticiosas. Na maioria das crenças populares há, quase sempre, um fundo de verdade, desnaturado e ampliado. São os acessórios, as falsas aplicações, que a bem dizer, constituem a superstição. Assim é que os contos de fadas e de gênios repousam sobre a existência dos espíritos bons e maus, protetores ou malévolos. Todas as estórias de aparição têm sua fonte no fenômeno muito real das manifestações espíritas visíveis e mesmo tangíveis. Tal fenômeno, hoje perfeitamente verificado e explicado, entra na categoria dos fenômenos naturais, que são uma conseqüência das leis eternas da criação. Mas o homem raramente se contenta com a verdade que lhe parece muito simples, ele a reveste com as quimeras criadas pela imaginação e é então que cai no absurdo. Ocorre ainda, os que têm interesse em explorar essas mesmas crenças, às quais se juntam um prestígio fantástico, próprio a servir os seus objetivos. Daí a turba de adivinhos e de ledores de sorte contra os quais a lei se ergue com justiça. O Espiritismo verdadeiro, racional, não é pois, mais responsável pelo abuso que dele possam fazer, nem mesmo a medicina pelas formulas ridículas e praticas empregadas por charlatães ou ignorantes. Ainda uma vez, antes de julga-lo dai-vos o trabalho de estudá-lo. Concebe-se o fundo de verdade de certas crenças, mas talvez se pergunte sobre o que pode repousar tais crenças? Parece-nos que tem origem no sentimento intuitivo dos seres invisíveis, aos quais se é levado atribuir um poder, que por vezes não têm. A existência de espíritos enganadores, que pululam a nossa volta, por força da inferioridade do nosso globo, como insetos daninhos num pântano, e que se divertem à custa dos crédulos, predizendo-lhes um futuro quimérico, sempre próprio a adular seus gostos e desejos; é um fato do qual temos provas diárias pelos médiuns atuais. O que se passa aos nossos olhos aconteceu em todas as épocas, pelos meios de comunicação em uso conforme o tempo e o lugar. Eis a realidade. Com o auxílio do charlatanismo e da cupidez a realidade passou para o estado de crença supersticiosa. Criticar o que o próprio Espiritismo refuta, é demonstrar ignorância do assunto e argumentação inócua. Daí a pergunta até onde vai a crença do Espiritismo? Lede e observai que o sabereis. A aquisição de qualquer ciência exige tempo e estudo. Quando não se tem tempo para aprender uma coisa, não se pode falar dela, e, menos ainda julga-la, se não se quiser ser acusado de leviandade.
Resumo das proposições já vistas:
Conforme O Livro dos Médiuns esse crítico ( altamente qualificado ) ainda está para aparecer. Elisabeth Maciel Na próxima edição: Continua Capítulo II - O Maravilhoso e o Sobrenatural
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