Estudo 72 - 190. Médiuns especiais para efeitos intelectuais.
Aptidões diversas.
Médiuns audientes: os que ouvem os Espíritos.
Muito comuns.
"Muitos há que imaginam ouvir o que apenas lhes está
na imaginação." Allan Kardec.
São
os que ouvem a voz dos Espíritos. Como foi explicado ao tratar
da pneumatofonia, é algumas vezes uma voz interna que se faz
ouvir no foro íntimo. De outras vezes é uma voz externa,
clara e distinta como a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes
podem assim conversar com os Espíritos. Quando adquirem o hábito
de comunicar-se com certos Espíritos, os reconhecem imediatamente
pelo timbre da voz. Quando não se possui essa faculdade, pode-se
também comunicar com um Espírito através de um
médium audiente, que exerce o papel de intérprete.
Esta faculdade
é muito agradável quando o médium só ouve
Espíritos bons ou somente aqueles que ele chama. Mas não
se dá o mesmo quando um Espírito mau se apega a ele, fazendo-lhe
ouvir a cada minuto as coisas mais desagradáveis e algumas vezes
mais inconvenientes. É necessário então tratar
de desembaraçar-se, pois são sinais característicos
de influência espiritual obsessiva, uma vez que os Espíritos
mais elevados não se impõem em nossas vivências.
Médiuns falantes: os
que falam sob a influência dos Espíritos. São muito
comuns. Os médiuns audientes, que apenas transmitem o que ouvem,
não são, propriamente, médiuns falantes. Estes,
na maioria das vezes, nada ouvem. Ao servir-se deles, os Espíritos
atuam sobre os órgãos vocais, como atuam sobre a mão
dos médiuns escreventes. .
Querendo comunicar-se, o Espírito se serve do órgão
que se lhe depara mais flexível no médium. De um empresta
a mão, de outro, as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos.
O médium falante, geralmente, se exprime sem ter consciência
do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às
suas idéias habituais, fora dos seus conhecimentos e mesmo do
alcance de sua inteligência.
Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente
guarda lembrança do que diz. Em suma, nele, a voz do médium
é um instrumento de que se serve o Espírito e com o qual
outra pessoa pode conversar com este, como o faz no caso do médium
audiente.
Nem sempre, porém, é completa a passividade do médium
falante. Alguns há que têm a intuição do
que dizem, no momento mesmo em que pronunciam as palavras.
A palavra é o meio do qual o Espírito
se serve para que uma terceira pessoa possa se comunicar em processo
idêntico a qualquer outro. É importante não confundir
a mediunidade de fala com a psicofônia ou mediunidade de incorporação,
em que há interpenetração psíquica.
| Bibliografia: |
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KARDEC,
Allan - O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP,
1989 - Cap XVI - 2ª Parte – item 190. |
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BIGHETTI,
Leda Marques – Educação Mediúnica “Teoria
e Prática” 1º volume: 1. ed Ribeirão Preto:
BELE, 2005 – pág 207. |
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Tereza
Cristina D'Alessandro
Agosto / 2007 |