|
O LIVRO
DOS MÉDIUNS
(Guia dos Médiuns
e dos Doutrinadores)
SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS CAPITULO 1 AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
- Funções do Perispírito
Em
estudo anterior (nº 20) vimos que o perispírito devido às
suas propriedades específicas dá ao Espírito, mesmo encarnado,
inúmeras condições de ação. É também
o responsável por funções de extrema importância
nas experiências do Espírito, como podemos ver:
Estas funções nos mostram
o papel preponderante do perispírito, e diz André Luiz em Evolução
em Dois Mundos: "(o perispírito) este
não é um reflexo do corpo físico, porque na realidade
é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio,
o corpo espiritual, retrata em si mesmo o corpo mental que lhe preside a formação". A seguir alguma das importantes funções do perispírito: a) Intermediário entre o Espírito e o corpo Ver estudo do mês de dezembro/02, nº 17. b) Na definição da individualidade Graças à sua complexidade, conserva intacta a individualidade, através das inúmeras reencarnações, e se faz responsável pela transmissão ao Espírito das sensações que o corpo experimenta, como ao corpo informa das emoções procedentes do Espírito. c) Na Reencarnação Allan Kardec em A Gênese, cap XI, item 18: "Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio de seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior". d) Na desencarnação Ainda Kardec em A Gênese, cap. XI, item 18: "Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efetuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa, desde que esse princípio deixe de atuar, em consequência da desorganização do corpo (morte). Mantida que era por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa de atuar. Então o perispírito se desprende, molécula a molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito". e) Na evolução O Espírito através dos
seus sentimentos, pensamentos e vontade impregna magneticamente o seu perispírito,
causando deformações, marcas, mutações, lesões
mesmo. Léon Denis, no livro Depois da Morte, cap32 - Vontade
e os fluidos, esclarece: "O invólucro fluídico do ser depura-se,
ilumina-se, ou se obscurece, segundo a natureza elevada ou grosseira dos pensamentos
em si refletidos. Qualquer ato, qualquer pensamento, repercute e grava-se
no perispírito. Daí as consequências inevitáveis
para a situação da própria alma, embora esta seja sempre
senhora de modificar o seu estado pela ação contínua
que exerce sobre seu invólucro". f) No trabalho do passe - Função reparadora Allan Kardec em O Livro dos Médiuns,
cap.VIII, itens 129 e 131: "Podendo o Espírito (...) pela ação
de sua vontade operar na matéria elementar (derivada do fluido cósmico
universal) uma transformação íntima que lhe confira determinadas
propriedades, já que essa faculdade é inerente a natureza do
Espírito, que muitas vezes a exerce de modo intuitivo, quando necessário,
e sem disso se aperceber e sabendo-se que, (...) papel capital desempenha
a vontade em todos os fenômenos do magnetismo, assim se explica a faculdade
de cura pelo contato e pela imposição das mãos." g) Na mediunidade O perispírito tem participação ímpar nos fenômenos e nas manifestações mediúnicas e anímicas. O processo da comunicação mediúnica ostensiva tem início com a concentração do médium, que possibilita a expansão do seu perispírito, visando atingir o transe mediúnico. A seguir, o médium coloca-se em postura mental receptiva e atenta para captar as idéias do Espírito comunicante e, devido à expansão do seu perispírito, o médium assimila, capta as vibrações do ser que se lhe acerca, transmitindo reciprocamente os seus conteúdos de energia, permitindo ao comunicante falar, escrever, chorar, rir, emocionar-se, vivendo, por momentos, o calor da solidariedade humana.
Assim demonstrado, compreende-se que
o perispírito reflete o pretérito do homem, que nas suas tendências
no presente, liberta-se das fixações negativas ou as avoluma,
consoante a direção que der às próprias experiências. Entendendo claramente a importância do perispírito em todos estes processos, desfaz-se em nós a idéia de "fenômenos" que derrogam Leis da Natureza. No próximo mês concluiremos o estudo da Ação dos Espíritos sobre a matéria.
BIBLIOGRAFIA
|