O Céu e o Inferno por Allan Kardec |
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No Judaísmo por ex: os ensinamentos da Cabala contam sobre um Espírito malévolo chamado Dibuk. Esse Espírito é a alma de uma pessoa morta que voltou para encaminhar um negócio inacabado e que habita o corpo de uma pessoa para atingir seus objetivos. O Dibuk pode ser expulso por meio de um ritual de exorcismo e deixa o corpo ,que havia possuído, através dos dedos do pé. Na crença islâmica conta sobre um jinn - um Espírito do mal, escravo de Satã - que pode invadir o corpo humano e causar doenças, dor, tormento e pensamentos ruins. Esse jinn pode ser expulso pela pessoa possuída recitando-se passagens específicas do Alcorão. Nas escrituras dos Vedas (Hinduísmo) contam sobre um Espírito do mal que pode não apenas prejudicar humanos, mas também ficar no caminho das vontades dos deuses. O tradicional exorcismo hindu inclui rituais como queimar excremento de porco, recitar orações e oferecer doces aos deuses.(3) A Igreja Católica, admite os exorcismos ordinários, contidos no rito do batismo, como símbolo da libertação do pecado e do poder do demônio. O exorcismo ordinário é praticado na bênção da água batismal e na sagração dos santos óleos. O exorcismo solene , que têm por objetivo expulsar o demônio do corpo de um possuído, deve fazer-se de acordo com fórmulas consagradas, que incluem aspersão de água benta, imposição das mãos, conjurações, sinais da cruz, recitação de orações, salmos, cânticos, etc. Além disso, o ritual católico do exorcismo pode ser executado por sacerdotes somente quando são expressamente autorizados por bispos. O Rituale Romanum (Ritual Romano em latim) é um livro litúrgico que contém todos os rituais normalmente administrados por um padre, incluindo o único ritual formal para exorcismo sancionado pela Igreja Católica Romana. Além do exorcismo de demônios e Espíritos, esse manual de serviço para padres também contém instruções para o exorcismo de casas e outros lugares que se acredita estarem infestados por entidades malignas.O exorcismo católico começa com Adjure te, spiritus nequissime, per Deum omnipotentem... que significa: "eu te ordeno, Espírito maligno, pelo Deus Todo-Poderoso..." O processo pode ser longo e extenuante, chegando a se estender por vários dias. A possessão está associada ao mal. O processo de libertação é feito de forma dramática e violenta.2 A maioria das religiões protestantes também acredita em possessões satânicas e em exorcismo. Michael Cuneo, sociólogo da Universidade Fordham, afirma que "segundo estimativas conservadoras, há pelo menos quinhentas ou seiscentas igrejas evangélicas exorcistas em operação, e é bem possível que o número seja duas ou três vezes maior". O Reverendo Brian Connor, da Carolina do Sul, diz que "lidar com o mal encarnado é isoladamente o componente mais negligenciado dos mandamentos bíblicos". Em 2001, Connor apareceu no programa "Dateline" da NBC sobre exorcismo . Ele e vários colegas passaram um dia inteiro tentando convencer os demônios a sair do corpo de um homem de cinqüenta anos, que tinha histórico de depressão e desânimo. Os exorcistas empunhavam Bíblias, que liam ocasionalmente e cruzes. Agruparam-se em torno de seu paciente por horas, entoando preces e ordenando aos demônios que saíssem. O homem ocasionalmente uivava como um animal e fazia caretas para seus protetores. Isso teve carga dramática e até catártica suficiente para que ele vomitasse um pouco. Connor declarou que ele estaria cuspindo Satanás, e que todos os demônios haviam saído. No entanto, um acompanhamento feito dois meses mais tarde descobriu que o grupo teve de repetir o exercício outras seis vezes.. Semelhante a esta situação no passado, a confusão de conceitos sobre a doença mental e a possessão demoníaca, gerou a idéia de espancar o doente para retirar o Demônio do seu corpo. Nos hospitais a cura se processava através de espancamentos diários.4 As formas de exorcismo mais conhecidas entre nós são a judaica e a católica, sendo a judaica mais racional, pois nela se empregavam também o apelo à razão do Dibuk. A tradução da palavra hebraica Dibuk, que nos parece mais acertada é a de alma penada, pois os judeus reconheciam e identificavam o Espírito obsessor como Espírito humano de pessoa morta que se vingava do obsedado ou cobrava débitos dele e da família. No exorcismo católico prevalece até hoje a idéia de possessão demoníaca.5 O mais estranho e fantasioso, é acreditar na existência e no poder de um rei dos infernos, dividindo o governo do Universo com Deus, sendo muito mais racional acreditar na existência de um só Poder oriundo do Criador, na sobrevivência do Espírito depois da morte e na comunicação com os vivos,não havendo luta do bem contra o mal. Há sim, o esforço evolutivo natural de transformar a ignorância e os sentimentos mais primitivos em inteligência e amor. Allan Kardec em O Livro dos Médiuns6 questiona: R :"Já tiveste ocasião de verificar a eficácia desse processo? Não tens visto, ao contrário, as tropelias redobrarem de intensidade, depois das cerimônias do exorcismo? É que os Espíritos que as causam se divertem com o serem tomados pelo diabo."6
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