|
Importância e necessidades
da Infância
A Disciplina
Neste
estudo vamos nos referir à importância da disciplina no desenvolvimento
da criança.
Parreira
e Marturano ( 1999 ) definem disciplina como " um processo educacional,
no qual a criança aprende a deixar de lado as satisfações
imediatas, ou seja, deixa de querer tudo na hora" ( p.81 ) . É
necessário que, através da educação , a criança
tenha liberdade e seja encorajada a se expressar, de um lado, e receba
o treino para aceitar os limites do outro.
Para
os autores citados, desde cedo a criança precisa de alguns limites
para aprender a controlar-se, seguir regras e normas. O autocontrole é
uma condição básica para adaptação
às responsabilidades da vida adulta.
Os
autores ainda referem na "na maioria das vezes, um 'não' é
uma forma de querer bem à criança, de demonstrar preocupação
com ela, de mostrar proteção (p. 82 ) . Muitos jovens referem
que não são amados por seus pais porque permitem que eles
façam tudo o que querem.
Os
limites vão fazes com que a criança seja disciplinada. Ela
aprende a respeitar as pessoas, as regras sociais, além de ser
respeitada.
A disciplina,
enquanto recurso formador de bons hábitos e atitudes, deveria começar
desde o nascimento, com medidas simples, como, por exemplo, a regularidade
nos cuidados diários e nas rotinas do lar.
Para
que se consiga manter a disciplina no lar, é importante que os
pais coloquem regras claras de forma clara, para que os filhos saibam
o que podem e o que não podem fazer, bem o porque de cada regra.
Essas regras devem ser passadas às crianças com postura
firme, nunca em forma de brincadeira. Os pais devem manter constância
em relação ao que é permitido e ao que não
é permitido fazer: é incoerente um dia permitir uma coisa
e no outro dia proibir exatamente a mesma coisa. Essa atitude deixa a
criança confusa , sem saber como deve se comportar, pensando muitas
vezes, que não é para levar a sério aquilo que os
pais dizem.
Os
autores afirmam ainda que, quando somente tais condutas não forem
suficientes, os pais terão que tomar atitudes mais firmes, colocando
conseqüências para o comportamento da criança: podem
repreender, retirar privilégios, isolar a criança ou ate
mesmo aplicar um corretivo para os comportamentos mais graves. Nesses
casos , a medida deve ser anunciada com antecedência, para que a
criança tenha a oportunidade de evita-la, não apresentando
aquele comportamento.
A regra
e o corretivo devem fazer parte de cotidiano para que a criança
possa ter controle sobre o que vai acontecer. A mãe deve usar como
corretivo, por exemplo, não fazer festa de aniversário ou
não permitir ir a um passeio especial, pois a criança pode
ficar ressentida.
Quando
a criança tem alguma atitude que precisa ser corrigida, a correção
deve ser imediata ao comportamento. O corretivo não deve Ter longa
duração, como por exemplo privar a criança de brincadeiras
por mais de uma semana; um ou dois dias são suficientes.
Antes
de corrigir a criança é importante verificar se o problema
é proveniente do comportamento ou se lhe falta competência
para o comprimento de determinada ordem. Exemplo: uma criança pode
deixar de fazer a tarefa porque não quer parar de brincar ou simplesmente
porque não sabe. No caso de falta de competência, não
cabe aos pais aplicar o corretivo à criança e sim ajuda-la
na dificuldade.
É
importante citar também aqui, que a afetividade tem um papel fundamental
no processo da disciplina. Estabelecer com a criança uma relação
verdadeiramente afetuosa, amorosa, prazerosa, facilitará o seu
cumprimento às regras, pois ela vai desejar corresponder às
atitudes positivas dos pais.
Bibliografia:
Parreira, V.L .C. e Marturano, E.M. (1999). Como ajudar seu filho na escola.
São Paulo: Editora Ave Maria.
Nanci A. R. Martins
Janeiro / 2002
Imprimir
Voltar ao Índice
|