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Novembro - Estudo 2 - O papel das civilizações Dezembro - Estudo 3 - Evolução IV - Estudo 4 - As Instituições O que se entender por Instituição ? Serão as estruturas básicas, as leis fundamentais que regem uma sociedade política. Regima; conjunto de princípios sociais estabelecidos pela tradição, especialmente as relacionadas com a coisa pública. Uma das mais antigas ou primeira instituição é a família, não exatamente no sentido que entendemos hoje como uma unidade permanente composta dos pais e de sua prole, servindo aos fins de proteção às crianças e aos bens adquiridos. Constituía-se como um núcleo de conservação e transmissão de crenças e costumes. Evoluiu através de longo período de convenções variáveis que lhe deram uma natureza multiforme e uma diversidade de funções. Parece ter existido tanto sob a forma de poligamia (matrimônio de um com muitos – aquele que tem mais de um cônjuge ao mesmo tempo. Poliandria- matrimônio da mulher com diversos homens. Regime que se observa nas sociedades onde a sucessão se faz por linha materna e no qual diversos homens, em geral, irmãos ou primos participam de posse de uma mulher) como de monogamia (antônimo de poligamia; que tem uma só esposa; diz-se do animal que se acasala com uma só fêmea). Um dos fatores que originou a poligamia nesses tempos foi o gosto pela exibição. Governantes e homens ricos mantinham uma pluralidade de esposas como sinal ostensivo de opulência. O rei Salomão, constam os textos, possuía um harém de 700 esposas e 300 concubinas, a fim de impressionar outros monarcas com a sua capacidade de sustentar tão numerosa família. Também interessava-lhes a realização do casamento entre seus filhos com os filhos de monarcas vizinhos, o que era um excelente meio de formar alianças políticas aumentando capital, rendas, terras etc. Viria depois a religião como a expressão, sob uma forma ou outra, de um sentimento de dependência em face de um poder exterior. Os antropólogos modernos põem em relevo o fato de que essa religião primitiva não era tanto questão de crença como de ritos. Os ritos, na maioria dos casos vieram em primeiro lugar; os mitos, dogmas e teologias foram racionalizações ulteriores. O homem primitivo dependia universalmente da natureza. E, na crença deles os fenômenos naturais do clima, das estações do ano, da queda das águas, etc, eram fenômenos que não ocorreriam de modo regular se eles, os homens, não cumprissem certos sacrifícios e ritos. Havia outro elemento, cuja presença era manifestada na religião primitiva – "o medo" - tudo que era estranho, mal conhecido, era repleto de perigo e de certa forma expressavam: "Nós não cremos, nós tememos". O selvagem não só temia a doença e a morte, mas também a fome, a seca, as tempestades, as enchentes, os espíritos dos mortos e os próprios animais que matavam. Segue-se daí que grande parte da religião desse ser primitivo consistia em precauções rituais para afastar o mal pelo temor que este lhe inspirava. Entre a espécie de religião, que acabamos de analisar e as religiões teológicas como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo não parecem existir as mais vagas conexões. O Estado vai aparecer como forma de instituição desenvolvida também pelo homem primitivo. A maior parte dessas comunidades selvagens não tiveram um sistema permanente de tribunais, nem força policial, nem governo com poderes coercivos que exerce repressão. Não se constituía como força que emana da soberania do Estado e que seja capaz de impor o respeito à norma legal. O costume tomava o lugar da lei. O preço do sangue era uma prática e, até atos como os assassinatos eram considerados simples danos causados à família da vítima. Já que a família foi privada de um membro valioso, a reparação adequada era um pagamento de dinheiro. Quando este era recusado, a família podia indenizar-se, em espécie, matando o ofensor ou um membro de sua família identificado como de igual ou semelhante importância do assassinado. Em certas regiões mais adiantadas e mais ricas, como no Vale do Nilo, um alto grau de organização social se destaca. Com o seu elevado padrão de vida, com a distribuição desigual da riqueza e com o vasto embate dos interesses pessoais, novas medidas de interesse social tornaram-se necessárias. Essas medidas dificilmente poderiam ser postas em prática por outro meio que não fosse a instituição de um governo revestido de autoridade, soberana e a submissão do povo a esse governo. Outras culturas criaram seus sistemas de governo conforme seus problemas sociais e políticos. Janeiro / 2002 Próximo Estudo: "As civilizações e a cultura" |