!----INICIO LINK BOLD------->
|
Evolução Humana V –
Fundamentação da Teoria de Paulo Freire Pensador
atual, identificando a proposta espírita, proposta há quase 150 anos atrás e
que em síntese já estava em Jesus. Paulo Freire, educador e filósofo
brasileiro, definiu as características e
funções do ser humano ao conceituar as suas relações realizadas no
processo de viver – “O ser humano é um ser social”. Ele está na busca da moral
e da decadência nos seus atos e nas suas relações”. Ele se desenvolve através das
relações: “Homem / homem”- “Homens /
sociedade” Através dessas relações o ser humano
exercita as funções de “aprender” e “ensinar". Ele se humaniza exercendo a
prática constante da solidariedade, justiça, respeito, verdade, etc. Ao nascer, o ser humano trás um potencial
que, no processo de aprender e ensinar, desenvolve-se em níveis pessoais, em
níveis sociais e em harmonia também com a natureza. O fato de viver em sociedade e com a
sociedade leva-o a integrar-se às regras elaboradas pelo conjunto dos homens,
isto é, pela sociedade. Por toda essa interferência entre
eles e a sociedade é que acontecem as mudanças no mundo. O homem se faz um ser autônomo por
sua força nas mudanças pessoais e por sua presença nas transformações da
sociedade. O homem, quando curioso e atento às
conseqüências das mudanças sociais, torna-se elemento consciente e capaz de
sérias advertências históricas na evolução da sociedade. Esta, como resultado dessas
relações, adquire uma consciência de futuro e de organização, de modo a
objetivar a formação de seres livres e humanizados. Isso não se dará enquanto a
sociedade não se basear no princípio da oferta de oportunidades iguais a todos
os seres humanos. Baseando-se nesse princípio de justiça social, espera-se que,
cada um atinja o desenvolvimento possível e adequado ao seu potencial; mas que
a oportunidade lhe seja dada. Uma das principais funções do ser
humano é “pensar e repensar”, e, por isso, ele “cria e recria”, “faz e refaz” a
sua própria história, valendo-se da capacidade de “criar e recriar” em
sucessivas e novas práticas e novas teorias. Como resultado de todas essas
funções, o homem se faz, é um ser “histórico” e “inacabado”. Que “aprende”,
“ensina” busca a “qualidade de vida” através do exercício da relação “prática e
teórica” na sucessividade de novas práticas e novas teorias caracterizando-se
um ser inacabado, sempre se acrescendo nas renovações decorrentes. Pelo processo da acumulação do
“conhecimento” elabora “novos conhecimentos” superando os “velhos
conhecimentos”, faz-se o “saber” e as “ciências”- é um processo que não tem fim
– daí a “evolução do homem e do mundo”. Interferindo nas mudanças da
sociedade (é um elemento que cria cultura), por sua vez, sofre mudanças na sua
formação política, social e cultural por influência da sociedade (incorpora
cultura). Ele é o artífice da sua própria história e da história da humanidade
– daí colocar-se como um ser histórico. Em cada reencarnação, nasce com um
potencial que será desenvolvido através das experiências, pela cumulação de conhecimentos
e pelas relações interpessoais, como: “eu e o outro”, “eu e os outros”, “eu e a
sociedade” e “eu e natureza” – daí Ter característica de um ser social. Em decorrência farão sua opções
políticas, culturais e sociais de acordo como teor de autonomia conquistada
(por ele mesmo) e pela consciência do coletivo que formou nas trocas de idéias
e de experiências vividas na sociedade e com a sociedade. A força da interferência e da
participação no meio social e de sua presença nas lutas pelas mudanças da
sociedade faz do ser humano um indivíduo consciente e ético. O comportamento humano está sempre:
criando e recriando, construindo e reconstruindo, fazendo e refazendo, pensando
e repensando na construção do mundo. A esperança é fazer consciente, moralmente
político e socialmente quando considerar a importância dos objetivos de viver
com responsabilidade, criatividade e liberdade, uma vez que a humanização
incluí a prática da solidariedade, do respeito, da justiça, do trabalho e da
verdade. O se humano pode criar o Bem ou o
Mal, a justiça ou a injustiça, a democracia ou o autoritarismo conforme uso do livre-arbítrio Ai se assenta a grande
responsabilidade do homem sobre o seu processo de espiritualização para atingir
a perfeição Luiza de Campos Freire Favareto
Dezembro / 2002
BIBLIOGRAFIA
Pedagogia da Esperança – Paulo Freire Pedagogia do oprimido – Paulo Freire |