Departamento de Evangelização


Tema:

Convivendo com as Diferenças

Faixa etária:

04 anos

Objetivo:

Levar à reflexão de que todos somos necessitados de carinho, de atenção, de respeito,
mesmo que tenhamos uma aparência diferente do outro.

Incentivação:

Levar desenhos com figuras de óculos para recortar. Perguntar se elas conhecem
aquilo e para que serve.

Desenvolvimento:

Enquanto as crianças pintam os óculos, conversar sobre o motivo que levam as pessoas a usarem óculos. Mostrar outras figuras com outras diferenças, como pessoas andando com muletas, pessoas da cor negra, cegos guiados por cães. Tome o cuidado para que essas figuras mostrem pessoas alegres, trabalhando, passeando com outras pessoas. Enquanto mostra as figuras, converse com as crianças sobre as coisas que elas fazem na vida e que essas pessoas também podem fazer e gostam de fazer, talvez mais devagar, com a ajuda de alguém, mas que todos nós necessitamos das mesmas coisas, de amigos, de passear, de brincar, de estudar, etc. É conveniente não falar na cor negra, só mostrar, porque muitas crianças nessa idade não percebem essa diferença,
assim, não despertaremos a curiosidade nesse sentido.


Fixação:

Contar a história: "Léo, o gatinho diferente...”


Existia uma cidade chamada Gatolândia. Lá morava Dona Fia e seu marido Totó. Eles tinham vários filhos, mas um deles, o Leo, era muito especial, sabem como ele era? Leo era muito bonito, mas não conseguia fazer amigos porque não sabia falar e também não escutava muito bem, nenhum gatinho queria ser seu amigo porque ele nunca escutava quando o chamavam: - Leo, Leo, você está dormindo? Chute logo a bola!
Leo nem ouvia, lá estava ele no campinho olhando o céu azul e as lindas nuvens que mais pareciam algodão doce...Foi assim que todos seus amigos foram se afastando, um a um...
Mas, Dona Fia, muito otimista dizia:
— Um dia todos vão conhecer o seu enorme coração...
E assim os anos passaram...Leo agora já estava um mocinho, mas continuava sendo diferente. Certo dia ele caminhava tranquilamente pela praça quando viu um gatinho muito pequeno em um dos galhos mais altos da árvore. Todos os outros gatos tiveram medo de subir, mas Leo nem pensou no medo, deu um pulo para cima dos galhos e em poucos segundos estava voltando com o gatinho tremendo de medo. Todos ficaram impressionados com a sua atitude e bateram palmas, fizeram algazarras e assobiaram bem forte, mas Leo como de costume, quase não ouviu nada, deu um grande sorriso para todos e seguiu seu caminho, feliz da vida pelo gatinho que salvou.
Desse dia em diante todos conheceram o grande coração de Leo, aprenderam a respeitá-lo e amá-lo como ele era, pois todos sabiam que ele jamais os deixaria em apuros, mesmo que não falasse e nem escutasse direito.


 

Beatriz de Almeida Rezende
Coordenadora do Depto. De Evangelização

Outubro / 2008

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