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DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO INFANTIL Tema: Diferença de raças. Ciclo: esta aula poderá ser adaptada a diferentes ciclos aprofundando-se ou não no seu conteúdo Objetivo: Entender as diferenças físicas como oportunidades de crescimento para o Espírito. Perceber que os Espíritos necessitam dos mesmos tratamentos: carinho, atenção, amizade, compreensão, etc. Incentivação: Levar alguns objetos que ao serem tocados, todos percebam diferenças como: áspero / liso, frio / quente , duro / mole , seco / molhado e a sensibilidade do toque mais leve ou mais intenso. Desenvolvimento:
Todos sentiram a mesma coisa ? O que você sentiu ? ( dirigir-se às crianças ) E você ? Por quê cada um sentiu ou percebeu desta ou daquela forma ? O que ele percebeu e eu não, é melhor, pior ou as diferenças percebidas comple- tam-se ? As observações individuais enriquecem o valor, demonstram melhor as qualidades do objeto ou coisa examinados. ( Questionar bastante sobre esses aspectos, no sentido de que percebam que as diferenças não significam ser pior ou melhor, mas detalhes que num primeiro momento, identifico, rotulo e me fecho estabelecendo daí o preconceito, isto é, as opiniões fechadas sobre isso ou aquilo, sem maior ponderação, análise ou conhecimento dos fatos e que acabam se exteriorizando por atitudes de suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, religiões, etc. )
( Pedir para que eles analisem as diferenças entre os evangelizadores da classe: altura, tom de pele, cor de olhos, etc. ) Essas diferenças físicas entre nós (evangelizadores) constituem a nossa identificação. Essas exterioridades significam que eu sou melhor que ele ou ele melhor que eu ? ( sim, não, por que ? Explorar )
Cada grupo irá representar uma raça: branca, negra, vermelha, amarela. De um modo geral como o branco entende as outras raças? E as outras raças, como entendem o branco ou se entendem entre si ?
Julgarmo-nos melhor ou pior por não sermos da mesma raça, do bairro, do time, do clube que eu freqüento, reflete ignorância, fechamento, Espírito acanhado, preconceituoso. Uma vez que entendendo-nos como Espíritos imortais sabemos da importância que cada reencarnação, neste ou naquele corpo, nesta ou naquela raça, com um corpo perfeito ou com disfunções estarão atendendo às necessidades desse Espírito que pediu ( ? ) para vivenciar aparências ou meios físicos, importantes a ele no desenvolvimento da sua potencialidade.
Fixação: contar a história " A Panela " – de Wallace Leal V.Rodrigues do livro " E para o Resto da Vida " ( No desenvolvimento da aula podem ser trabalhados também os aspectos físicos das adaptações dos seres vivos nas diferentes regiões: nos lugares onde os raios solares incidem mais diretamente, como na África, as pessoas têm que Ter a pele mais escura para se protegerem contra os perigos dos raios solares que podem causar doenças; nesses lugares Ter o cabelo crespo é melhor para arejar o couro cabeludo. Já na China, a claridade é muito intensa, então para proteger melhor os olhos das pessoas, as pálpebras cobrem mais o globo ocular, fazendo a proteção contra a claridade, dando assim o jeito do "olho puxado", e os cabelos bem lisos ajudam aquecer o couro cabeludo, já que nessas regiões faz muito frio. ) Esse tema poderia também ser desenvolvido em 3 aulas: Na 1ª : montagem de cartazes estabelecendo diferenças entre: pessoas, crianças, entre casas, profissões, etc. Na 2ª : trabalhar essas diferenças com os raciocínios do texto ( os cartazes sempre presentes- discutindo-os e aplicando-lhes os pontos levantados) . Na 3ª : recordando o discutido nas aulas 1 e 2 , trabalhar o conto "A Panela", convidando a que cada uma expresse a conclusão a que chegou. A velha empregada de minha família era uma preta. Chico, o neto dela, - como é costume acontecer quando não temos irmãos, - era o meu companheiro constante de brincadeiras e folguedos. Em tudo quanto fazíamos, a parte de Chico era sempre a mais pesada, secundária e passiva. Ele tinha sempre que dar e, nunca, que receber. Um dia corri para casa, à saída da escola porque Chico e eu tínhamos projetado construir uma vala que fosse do poço à lavanderia. Sem darmos por isso, cada um de nós assumiu logo o seu papel, - como de costume. Chico era o "condenado" a trabalhos forçados, suando e repetindo esforços. E eu o implacável guarda, com uma vara na mão ! A maneira como eu estava maltratando aquele menino negro, era quase digna de um adulto imbuído de preconceitos de cor. Foi quando a nossa preta velha chamou-nos: Crianças, venham por a minha panela no fogão ! Corremos para a cozinha. A panela estava no chão e nós a agarramos com ambas as mãos. Mas com um grito a largamos, perplexos de que ela nos tivesse mandado pegar em uma coisa que, - era evidente que sabia, - estava extremamente quente. Em seguida, em graves e brandas palavras, tão nítidas e simples que até hoje as posso escutar, partindo do fundo do tempo, disse-nos assim: Ora! Vocês dois se queimaram. Que coisa mais engraçada! A cor da pele de vocês é tão diferente, mas a dor que estão sentindo é igual para ambos, não é verdade ? Concordamos que sim. E nunca mais pude me esquecer desse episódio que sem dúvida alguma, fez de mim uma pessoa diferente. Beatriz de Almeida Rezende
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