DEPARTAMENTO DE EVANGELIZAÇÃO INFANTIL

Aula preparada para turma de 11-12 anos

Tema: Ano Novo

  • Objetivo: levar a criança a refletir sobre a postura de cada um diante de um novo tempo que chega na divisão do tempo feita pelos homens.
  • Incentivação: dar um pedaço de papel para cada criança e ela deve escrever o que deseja que aconteça no ano novo. (não precisa falar para os outros). Devem guardar para o final da aula.
  • Desenvolvimento: ao final de cada ano, as famílias se reúnem, enfeitam suas casas e de sorrisos iluminados, músicas alegres, formulam-se mutuamente votos que se repetem a cada ano, mas que, em geral, nem sempre se realizam.
    Muitos lares condicionam um ano novo melhor em crendices populares como o uso da roupa branca, comer lentilha ou pisar com o pé direito aos primeiros segundos do ano que chega. Mas será que esses atos místicos mudam mesmo alguma coisa na vida das pessoas? (deixar as crianças falarem e contarem o que fazem nessas datas).
    Cada um é o que sente, pensa e portanto agimos como tal; algum fato externo ao meu ser fará com que meu íntimo se modifique?
    Os acontecimentos futuros, bons ou maus, estão condicionados às minhas atitudes de hoje. A nossa vontade em querer realizar é o primeiro passo para nos esforçarmos a conseguir a realização de nossos projetos.
    De modo geral, o homem não medita na harmonia que deve existir em todas as circunstâncias em que vive aqui na Terra, afastando-se do equilíbrio espiritual que nos mantêm mais lúcidos no desempenho das nossas tarefas.
    Ao findar um ano devemos meditar nas oportunidades onde nosso desempenho poderia ter sido melhor, o que faltou em nossas decisões, replanejar com disciplina, com cautela, aquilo que está ao nosso alcance tendo sempre um objetivo útil a alcançar.
    Entre o objetivo e a meta, é necessário esforço constante. A vontade é a fórmula para a vitória.
    Devemos ter uma posição real e otimista, não apenas no transcurso da “passagem do ano” mas a cada instante do nosso dia a dia que em síntese constituirá os dias do novo ano.
    Nas comemorações da passagem do ano, adentremos nele conscientes de que o melhor tempo, um melhor ano é a construção íntima individual, onde os atos se constituam em lições edificantes
  • Fixação: o evangelizador oferecerá a palavra para cada criança que quiser falar sobre seus planos futuros e discutirão quais seriam os passos mais adequados, dentro dos ensinamentos espíritas, à luz do Evangelho de Jesus, para realizá-los.

A história abaixo pode ser transformada em teatro.

A Descoberta de Paulinho

Era semana do Natal . A cidade estava toda enfeitada. Paulinho ficou encantado com aquela vitrine daquela loja de brinquedos. Estes eram os mais variados e bonitos; bem no meio, estava um enorme boneco, representando um Papai Noel sorridente vestido com sua roupa característica. Só que a roupa era de tecido diferente, com um brilho especial, o que tornava a vitrine belíssima, chamando a atenção de todos.
O menino, depois de admirar a vitrine, continuou o caminho e, dobrando à esquerda, passou por outra loja. Esta era mais simples, mas apresentava uma cena inesquecível: a do nascimento de Jesus. Estava ali a manjedoura, o berço de palha, o menino deitado e sua mãe de joelhos, fitando-o. Por perto, viam-se bonequinhos, representando os pastores, e outros, que imitavam os animais. Era um presépio simples, sem muitos detalhes, mas mostrando o principal: Jesus, no dia em que renasceu entre os homens.
Paulinho voltou para casa e começou a pensar. Eram duas vitrines, duas imagens: Papai Noel e Jesus. Qual a diferença ?
Ele era pequeno, mas já observava muita coisa. Sua família não era rica, mas tinha certeza de que o seu pai poderia comprar algum daqueles brinquedos que vira junto de Papai Noel. Mas a Railda, a empregada de sua casa... certamente que não . Tinha cinco filhos, morava num subúrbio distante e, provavelmente, o dinheiro que ganhava só dava para a comida.
E que dizer daqueles outros garotos que ficavam na esquina, pedindo um trocado aos que passavam? Eram maltrapilhos, sujos. Brinquedos? Só na vitrine, para olhar...
Aí, Paulo lembrou da outra vitrine, a do presépio. Ela era simples e o menininho ali representado estava num berço de palha... Nem luzes, nem cores, só o céu estrelado e o ar de adoração de todos os que olhavam.
Então, ele descobriu a diferença. Natal não é Papai Noel, não são brinquedos. Natal é comemoração do aniversário de Jesus, que, como, modelo divino, mostrou aos homens a felicidade, residindo na humildade e no amor, bens eternos que permanecerão conosco.

Fonte: O Melhor é Viver em Família, n 12

Beatriz de Almeida Rezende
Janeiro / 2002

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