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MEDIUNIDADE
Estudo 13: Influência do Meio
No
capítulo XXI, questão 231. 1. de O Livro dos Médiuns,
Allan Kardec pergunta se o meio em que o médium se encontra, exerce
influência sobre as manifestações espíritas.
Os Espíritos Amigos afirmam que: "Todos os Espíritos que cercam o médium o ajudam para o bem ou para o mal". Lembremo-nos de que a presença dos Espíritos ao nosso redor não depende da mediunidade nem de qualquer espécie de evocação, da mesma maneira que as mensagens radiofônicas estão sempre no ar, mesmo que não tenhamos um rádio ou não o liguemos. Por estarmos sempre pensando, em processo ininterrupto, atraímos e somos atraídos por mentes que estão em conformidade com o nosso pensar do momento, caracterizando estados variados de percepção, muito semelhantes aos estados associados às manifestações espíritas. Esclarece Kardec que seria errado pensar que é necessário ser médium para atrair os Espíritos. Eles povoam o espaço, estão constantemente ao nosso redor, nos acompanham, nos vêem e observam, intrometem-se em nossas reuniões, procuram-nos ou evitam-nos, conforme os atraímos ou repelimos com os nossos sentimentos e pensamentos. A faculdade mediúnica nada tem a ver com isso: é simplesmente um meio de comunicação. As nossas relações com eles baseiam-se na afinidade, de acordo com nosso grau de moralidade. Considerando ainda o estado moral da Terra, compreendemos o gênero de Espíritos que deve predominar entre nós. Se tomarmos cada povo em particular, poderemos julgar, pelo caráter dominante das criaturas, por suas preocupações e seus sentimentos mais ou menos morais e humanitários, quais as ordens de Espíritos que nele se encontram. Partindo desse princípio, imaginemos uma reunião de homens levianos, inconseqüentes, interessados apenas em seus prazeres. Quais seriam os Espíritos que de preferência estariam entre eles? Certamente não seriam os Espíritos Superiores, pois que os nossos sábios e filósofos não iriam passar entre eles o seu tempo. Assim, toda vez que os homens se reúnem, há entre eles uma reunião oculta de simpatizantes de suas qualidades e imperfeições, e isso sem qualquer idéia de evocação. Admitindo que os encarnados queiram se comunicar com os Espíritos através de um intermediário, ou seja, de um médium, que Espíritos responderão ao seu apelo? Evidentemente os que estão lá, predispostos a isso e que nada mais buscam do que uma ocasião favorável. A seriedade das pessoas que compõem uma reunião, entretanto, não é sempre suficiente para haver comunicações elevadas. Há pessoas que nunca riem, mas nem por isso tem o coração mais puro. Ora, o que atrai os Espíritos são os nossos sentimentos, e se queremos permanecer em companhia dos bons Espíritos, é necessário que sejamos bons. Vemos assim a enorme influência do meio sobre a natureza das manifestações inteligentes. Ainda em O Livro dos Médiuns, capítulo XXIX, item 331: "Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que feixe. Ora, este feixe tanto mais força terá quanto mais homogêneo for". Em resumo: as condições do meio serão tanto melhores, quanto maior homogeneidade houver para o bem, com mais sentimentos puros e elevados, mais desejo sincero de aprender, sem segundas intenções.
Concluindo e utilizando esse entendimento em nosso dia-a-dia, compreendemos
que em todas as nossas reuniões, independente de acontecerem
no centro espírita, no local de trabalho, nos locais de lazer,
estarão sendo acompanhadas e influenciadas por Espíritos
cuja moral será definida pela moral da maioria dos que compõem
o grupo reunido.
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