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MEDIUNIDADE
ESTUDO 8: O Papel do Médium nas Comunicações
O termo médium
tem a sua origem na língua latina (médium) e é
aquele que serve de instrumento entre os dois pólos da vida: física
e espiritual.
"Médium
é o ser, é o indivíduo que serve de traço
de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se
com os homens: Espíritos encarnados", conforme acentuou o
espírito Erasto, em memorável comunicação
sobre a mediunidade dos animais, inserta em "O Livro dos Médiuns",
capítulo XXII, item 236.
Desta
forma o Espírito do médium é o interprete do Espírito
comunicante, porque está ligado ao corpo que serve de comunicação
e porque é necessária essa cadeia entre o médium
e o os Espíritos, como é necessário um fio elétrico
para transmitir uma notícia à distância, e na ponta
do fio uma pessoa inteligente que a receba e a comunique. Daí entende-se
que o papel do médium é sempre ativo nas comunicações,
seja ele consciente ou inconsciente.
Lembremo-nos
do que são médiuns consciente ou inconsciente.
-
- Consciente: o médium sabe o que
o Espírito quer falar antes que o faça.
Há exteriorização do perispírito do médium
de apenas alguns centímetros e a formação da
atmosfera fluídica entre as suas irradiações
perispirituais e as do Espírito comunicante. O Espírito
emite o pensamento e tenta influir sobre o órgão material
do médium; o médium sente essa influência e capta
o pensamento do Espírito comunicante na origem, antes de falar,
e pode transmiti-lo ou não.
Se concordar em falar, transmite a idéia conforme a entende
e usando seu próprio estilo, vocabulário e construção
de frases.
-
- Inconsciente: exteriorização
total do perispírito do médium e formação
da atmosfera mediúnica ; inexiste ligação entre
o cérebro do médium e a mente do manifestante e mesmo
entre a sua própria mente perispiritual e o cérebro
físico. Ocorre uma atuação mais direta do comunicante
sobre o organismo mediúnico, através dos centros nervosos
liberados. A mensagem é transmitida sem que o médium
guarde consciência cerebral dela, em Espírito, porém
o médium está consciente - desde que não esteja
em processo obsessivo.
Portanto, no aspecto funcional a influência
do médium na comunicação pode ser:
- Quanto à forma de expressão do
pensamento: o espírito pode exprimir-se em língua
que ele mesmo não conheceu em nenhuma de suas existências
terrenas mas que é familiar ao médium porque o Espírito
estará emitindo o pensamento e o médium "traduzindo"
em um dos idiomas terrestres que conheça. O Espírito
também pode fazer que o seu pensamento seja reproduzido em
um idioma que lhe é familiar mas ao médium não
- nem em outra existência; a dificuldade, neste caso, está
em que terá de procurar os sons conhecidos pelo médium
em outros idiomas e tentar reuni-los formando as palavras do idioma
que quer empregar. A mesma resistência mecânica encontrará
o Espírito quando quiser escrever por um médium analfabeto,
desenhar por um médium que não possua técnica
ou aptidão para isso.
- Quanto ao conteúdo do pensamento a ser
expresso: por processo análogo e com igual dificuldade,
o Espírito poderá conseguir que o médium pouco
desenvolvido intelectualmente, transmita comunicações
de ordem elevada. Mas, comumente, o médium "interpreta"
o pensamento do espírito. Se não compreender o alcance
desse pensamento, não o poderá fazer com fidelidade.
Se compreender o pensamento mas, por falta de simpatia ou outro motivo,
não for passivo (isto é, se misturar suas idéias
próprias com as do Espírito comunicante), deformará
o pensamento comunicado.
Observação:
Não
só o Espírito tem suas aptidões particulares, também
o médium possui um "matiz" especial a colorir sua interpretação.
Um
único médium, por melhor que seja, não fornecerá
boas comunicações em todos os gêneros de manifestações
e conhecimentos. O Espírito preferirá o médium que
menos obstáculos ofereça às comunicações
usuais e de certa extensão, embora possa, na falta de instrumento
melhor e ocasionalmente, servir-se do que tem à mão.
Conclui-se,
desta forma, que cabe ao médium desenvolver-se intelectualmente
e moralmente, para oferecer extensa faixa de interpretação
e forma mais fiel ao pensamento do Espírito comunicante.
Bibliografia
- Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns
- Cap. XIX, q. 225, FEESP . 2ª ed. São Paulo, 1989
- FRANCO, DIVALDO P. - Estudos Espíritas,
pelo espírito Joanna de Ângelis, Lição
18 - Mediunidade, FEB, 4a. Ed. 1987.
- Oliveira, Therezinha - Mediunidade, cap.
19, EME, 1ª Ed. 1994
Hérin Andreas / Tereza Cristina
D'Alessandro
Fevereiro / 2002
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