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LIVRO: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”, F.C.Xavier/Emmanuel

Lição nº 119 - “NOS PROBLEMAS DA POSSE”

             “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.” - Paulo.
                                       (I TIMÓTEO, 6:7)


             “Não encarceres o próprio espírito no apego aos patrimônios transitórios do plano material que, muitas vezes, não passam de sombra coagulada em torno do coração.”

             Em todos os grupos humanos, a preocupação em ganhar, em possuir é muito grande. O interesse pelo lucro atinge até as pessoas de vida mais simples.
Observamos jovens, que mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.
Muitas pessoas colocam em segundo plano responsabilidades primordiais, a fim de conseguir lucro. Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante.
Não que as pessoas não devam ser previdentes, pensar no futuro, ter alguma reserva para os momentos de dificuldade financeira. A lição se refere a busca exagerada das coisas materiais.

             De acordo com o Evangelho, o Homem não possui realmente, senão o que pode levar deste mundo. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui de acordo com a sua vontade.
O Homem é apenas o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens.
O que é, então, que podemos considerar como nossa propriedade? Nada do que se destina ao uso do corpo e tudo o que se refere ao uso do Espírito, ou seja, a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais.
Isso é sua legítima propriedade, e que ninguém pode tirar; é o que ele traz ao chegar e leva consigo ao voltar para o plano espiritual.

             Mas, o problema da posse não se resume na aquisição de bens materiais. Alguns se consideram donas das pessoas que amam, não respeitando seu livre arbítrio, exigindo que façam exatamente e somente o que eles querem, impedindo, dessa maneira, o crescimento dos entes queridos.

             Quando se trata do poder, em todos os setores da vida terrena, consideram-se mandantes exclusivos da autoridade, superestimando os próprios recursos, e cegos na supervalorização de si mesmos, agravam os processos de ignorância e crueldade, sempre subestimando os valores das pessoas com as quais convivem.

             Na volta ao mundo espiritual, todos eles, porem, dominados pelo orgulho, despertarão desorientados e infelizes nas trevas que amontoaram em si mesmos.

             Reflitamos sobre os problemas da posse em relação aos bens materiais, às pessoas, ao poder, e usemos as possibilidades da vida, com a certeza de que tudo o que desfrutamos não nos pertence, é apenas empréstimo de Deus, auxiliando o nosso crescimento como Espíritos imortais.

             O Homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas, nunca disposto a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte-se a ordem nas oportunidades de cada dia.

             Jesus não recomendou que as pessoas devessem movimentar-se sem objetivos e aspirações de ganho; salientou apenas que o Homem necessita conhecer o que procura, que espécie de lucro almeja, a que fins se propõe em suas atividades terrestres.
Analisemos os nossos objetivos com muita sinceridade, sem as máscaras habituais, porque de nada vale ganhar o mundo que não nos pertence, e perdermos a nós mesmos, indefinidamente, para a vida imortal.

             Lembremos sempre, que os Espíritos reencarnados não trazem consigo qualquer propriedade material para este mundo, e com certeza, nenhuma delas poderão levar dele.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido, Ditado pelo Espírito Emmanuel "Palavras de Vida Eterna".14. ed., Uberaba-MG: CEC, 1990, lição 119
Xavier, Francisco Cândido Ditado pelo Espírito. Emmanuel “Caminho, Verdade e Vida", lições 56, 57 e 58.
 
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Setembro / 2011

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