“Mas, respondendo ele, disse ao pai: eis que te sirvo,
há muitos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento e nunca
me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos..." -
Jesus
Emmanuel, nesta lição, interpreta a parábola do
filho pródigo, mostrando o filho egoísta, remoendo censura
e reclamação.
Segundo o dicionário "CENSOR é aquele que censura
(controla) o comportamento e as ações de outrem"
2 e por esta definição podemos constatar que nossa Terra
de expiações e provas é constituída por
uma gigantesca quantidade de censores e, assim, temos:
Não só o filho censor, mas Pai censor, Cônjuge censor,
Irmão censor, Parentes censores, Companheiros de trabalho censores,
Amigos censores, Trabalhadores e Dirigentes da Casa Espírita
censores, Palestrantes censores, Censor do Censor, ...
O Censor coloca-se como o sábio, como bom, como entendido, portador
de virtudes que na verdade não tem e, nesta posição,
acha que tem condições de censurar tudo e todos.
"No caminho da fé, analisa igualmente a tua
atitude.
Se te sentes ligado à Esfera Superior por teus atos e diretrizes,
palavras e pensamentos, não te encarceres na vaidade de ser bom.
Não te esqueças, em circunstância alguma, de que
Deus é Pai de todos, e, se te ajudou a estares com Ele, é
para que estejais com Ele, ajudando aos outros1."
Cada um, conforme amplia seus conhecimentos sobre a Vida, seu papel
na Sociedade e na Vida, torna-se menos censor dos outros, permitindo-se
somente que sua própria consciência o censure, ou melhor
ilumine-o em busca do caminho da verdade e da aproximação
com o Pai.
Ante da cesura é melhor a reflexão e análise de
si mesmo.