“E
assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.”
– Paulo. (Hebreus, 6:15.)
Emmanuel1
fundamentado nas palavras de Paulo de que “esperando com paciência
alcançou a promessa”, ressalta a necessidade de guardar
a paciência em qualquer situação que se nos apresente
à vida.
Todavia,
esperar, ser paciente não significa passividade, estagnação
ou ociosidade; antes, traduz dinâmica eficiente, esforço
constante, potencial a ser desenvolvido – persistência serena,
responsável, séria, pacífica e constante nos propósitos
que desejamos alcançar. Tal entendimento é muito importante,
pois todo este trabalho vai permitir “descobrir o momento certo
de perseverar ou de abdicar de relações, situações,
vínculos e atividades que envolvem o nosso dia-a-dia.”4
Conquista
de virtudes não é um trabalho fácil e, portanto,
não se consegue em um só passo. A paciência, como
todas as demais virtudes, é conquista individual através
do esforço pela auto-iluminação, pelo auto-conhecimento
e descoberta dos objetivos existenciais. Assim conquistada “conferirá
recursos salutares para o enobrecimento espiritual daquele que a cultiva”.3
É virtude de almas nobres e depende de outras que lhe são
correlatas. A paciência pode ser considerada a ciência da
paz, filha da humildade e do valor moral, irmã da fé.
É
uma daquelas riquezas, a que o Evangelho se refere, que o ladrão
não rouba, que a traça não rói e que o tempo
não destrói. Depois de conquistada é valor inalienável,
legítimo do Espírito que jamais a perderá.
Por
isso, a expressão - “perdi a paciência” - porque
não conseguiu ficar sereno e calmo diante de determinadas situações,
não tem sentido uma vez que “paciência não
se perde”.2 Quem alega tê-la perdido, jamais
a possuiu.
A
paciência é de relevante importância ao trabalho
de progresso e elevação espirituais já que nesse
processo, temos muitas vezes que recomeçar tarefas, repetir experiências,
dar prosseguimento a outras até que se alcance os objetivos propostos.
Por
isso, excluindo-se “os casos de desarmonia procedentes de matrizes
patológicas, todo o homem pode e deve cultivar a paciência.
E mesmo quando acoimado por enfermidades que afetem o seu equilíbrio
emocional, através de contínuos esforços consegue
resignação ante a dor, que é uma das mais expressivas
manifestações da paciência.”3
A
vida física tem valor significativo para o Espírito, que
é dotá-lo de valores intelectuais e morais preparando-o
para a vida imortal. Por isso, a paciência é uma virtude
que deve ser exercitada a todo instante.
Recomenda
Joanna de Ângelis3 que devemos policiar as nossas reações
íntimas, observando como nos encontramos e se nos sentimos portadores
de constante mau humor cabe-nos o comportamento sábio e saudável
de buscar o auxílio da paciência , a fim de refundirmos
o ânimo, renovarmos conceitos e atividades. Jamais devemos nos
permitir amargar pela revolta interior, por pensamentos perturbadores
ou pela irritabilidade. Busquemos a paciência sempre e em qualquer
situação e ela nos ajudará a servir, amar e aguardar
amanhã o que hoje nos parece improvável ou irreversível.
| Bibliografia: |
| |
1. Xavier,
Francisco Cândido. “Palavras de Vida Eterna: Aguardemos”.
Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG.
1992. |
| |
2. Vinícius.
“Em Torno do Mestre: Paciência Não Se Perde”.
FEB. 5a ed. Rio de Janeiro, RJ. 1985. |
| |
3. Franco,
Divaldo P. "Celeiro de Bênçãos: Paciência".
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livraria Espírita
Alvorada. 2a ed. Salvador, BA. 1984. |
| |
4. Espírito
Santo Neto, Francisco. “Os Prazeres da Alma: Paciência”.
Ditado pelo Espírito Hammed. Editora Boa Nova. Catanduva,
SP. 2003. |
| |
|
| Iracema
Linhares Giorgini
Março / 2007 |
| |
|
|
Imprimir
Voltar ao Índice
|