Livro:
"PALAVRAS DE VIDA ETERNA" - Emmanuel
/ F.C.Xavier
Estudo
n. 57 - "JESUS E PAZ"
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou
como o mundo
a dá ..."- Jesus (JOÃO,
14:27)
Não podemos confundir a paz do mundo com a paz de Jesus, porque
existe muita diferença entre elas.
É comum, entre nós, confundir a idéia de paz com
a idéia de silêncio, descanso, sossego, etc.
É por isso, que em mundos inferiores, como o nosso, paz costuma
ser preguiça rançosa, como diz Emmanuel, e a calma que
podemos presenciar, pode não passar de estacionamento dos seus
habitantes.
Em mundos de prova e expiação como a Terra, o acordo de
paz entre as nações costuma representar o silêncio
provisório das armas, o cessar fogo temporário.
Para algumas pessoas, paz é não ter obrigações,
não ter que cumprir horários, não conhecer disciplinas
de modo a supor que vivem em liberdade.
Para muitas pessoas abastadas inconscientes é a preguiça
improdutiva e incapaz, é ter de tudo, conforto material, facilidades
econômicas, prestígio social, dessa forma sentem-se com
o poder.
Nos planos mais altos, a serenidade significa trabalho ativo no Bem,
buscando a perfeição.
Temos em Jesus o exemplo da verdadeira paz. Desde o nascimento na estrebaria,
tendo como berço uma manjedoura, sempre demonstrou paz , em todas
as situações nas quais se viu perseguido.
Exerceu a sua missão tranqüilamente, amando e servindo a
todos que O procuravam, necessitados de todos os tipos.
Quando abandonado pelos companheiros, preso injustamente, e levado à
crucificação, esteve sempre imperturbável, envolvido
em paz sublime.
Paz verdadeira é a do Cristo, porque propõe trabalho ativo
e continuado para o bem; é a que ensina o cumprimento dos deveres
como parte da autodisciplina; é a que sabe tirar proveito das
dificuldades materiais e sociais, sem a elas acomodar-se lutando com
firmeza para vencer as provas.
A paz que vem de Jesus é inconfundível, é a que
permite enfrentar todos os testemunhos, sem propostas de fuga, mas com
o entendimento necessário de que as Leis Divinas são justas,
que temos e sofremos as situações que precisamos para
o nosso aperfeiçoamento.
Dando a sua paz aos discípulos, Jesus lhes dava a consciência
do dever cumprido, a força da fé, a ventura da esperança.
A paz do Cristo é muito diferente da paz que o mundo oferece.
Somente o Senhor pode conceder ao Espírito a paz verdadeira.
Paz do Espírito é segurança íntima, é
serviço renovador.
A paz de Jesus é o serviço do bem eterno em permanente
evolução.
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Bibliografia:
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"Vinha
de Luz", Emmanuel / F.C.Xavier, lição 105
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Maria Aparecida Ferreira Lovo
Março / 2006