LIVRO:
"PALAVRAS DE VIDA ETERNA"
Emmanuel
/ F.C.Xavier
Lição
n. 45 - "No sustento da paz"
"Vivei em paz uns com os outros".
- Paulo.
(I TESSALONICENSES, 5:13)
De modo
geral, guerra para nós significa conflito, hostilidade entre
nações, povos, ou entre grupos de um mesmo país,
por vários motivos, como por exemplo, ideologias diferentes,
por não respeitar a crença religiosa dos outros, trazendo
a intranqüilidade pública, pelos resultados nefastos que
ela produz nos seres humanos.
Como seres criados por Deus, somos parte integrante do Universo, por
isso estamos ligados uns aos outros, agindo uns sobre os outros, e mesmo
que a nossa influência pareça pequena ela tem a sua representação
na tranqüilidade geral. O título da lição
é bastante sugestivo, quando diz que a paz deve ser sustentada,
deve ser alimentada para que permaneça, que seja constante.
O apóstolo
Paulo, disse que devemos viver em paz uns com os outros. Viver em paz
com os outros, significa que devemos ser tolerantes, compreensivos,
entender as dificuldades do outro, sem sermos coniventes com os erros,
mas auxiliando, na medida do possível os mais fracos, encorajando
os mais tímidos, procurando sempre o bem uns dos outros e de
todos.
O apóstolo Pedro, na primeira carta que escreveu, 3:11, disse,
que devemos buscar a paz e segui-la.
Devemos buscar a paz primeiramente dentro de nós, pois, é
aí que ela deve começar, para que possa, depois, se estender
aos outros, à Humanidade.
É comum o ser humano, confundir a idéia de paz com a paralisação
em diversos setores, desejam a tranqüilidade por todos os meios,
situando-a em diversas posições da vida.
Para muitos, a paz significa não agir, para outros , não
ter obrigações, não ter que cumprir horários,
não ter disciplinas de modo a supor que vivem em liberdade.
Alguns querem a riqueza, acreditando que o dinheiro farto, facilidades
econômicas, prestígio social , trarão a sonhada
paz, mas logo, percebem o engano.
Se todas as pessoas buscam a paz, a seu modo, é necessário
entender que a paz legítima é resultado do equilíbrio
entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição
em que nos encontramos.
"Todos somos chamados à edificação da paz
que, aliás, prescinde de qualquer impulso vinculado às
atividades de guerra e que, paradoxalmente, depende de nossa luta por
melhorar-nos e educar-nos, de vez que paz não é inércia
e sim esforço, devotamento, trabalho e vigilância incessantes
a serviço do bem. Nenhum de nós está dispensado
de auxiliar-lhe a defesa e sustentação, porquanto, muitas
vezes, a tranqüilidade coletiva jaz suspensa de um minuto de tolerância,
de um gesto de uma frase, de um olhar ..."
A verdadeira paz, a de Jesus, é a que propõe trabalho
ativo no bem; é a que ensina o cumprimento dos deveres como parte
da autodisciplina; é a que sabe tirar proveito das dificuldades
materiais e sociais, sem a elas acomodar-se, lutando com afinco para
vencer as provas.
Bibliografia:
Fonte Viva - Emmanuel / F.C.Xavier - lição 79
Maria Aparecida
Ferreira Lovo
Março / 2005