LIVRO: PALAVRAS DE VIDA ETERNA
Emmanuel / F.C. Xavie
"ADORAÇÃO E FRATERNIDADE"- Lição n. 23
"Ora,
temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a
Deus, ame também a seu irmão". - João.
( I João, 4:21)
Os espíritos Superiores ensinaram a Kardec que a adoração
é um sentimento inato no homem, da mesma forma que o sentimento da existência
de Deus.
Disseram, também, que ela faz parte da lei natural, ou seja, do conjunto
de forças naturais que constituem o mundo, ao qual o homem naturalmente
pertence.
Mostraram como a lei de adoração se desenvolve nas sociedades
humanas, até atingir a fase superior, que é quando a criatura
aprende que a verdadeira adoração é a do coração.
Nesse momento, a lei de adoração é vivida de dentro para
fora em todos os atos do ser, ema vez que percebeu que ele, homem, está
em Deus como Deus, o Pai está nele. Descobriu aí a imanência
onde não mais precisa pensar, elevar, buscar Deus _ todos os atos marcham
em constante exteriorização de atitudes leais, probas, delicadas,
fraternas.
Nesse espírito não há como não amar o próximo.
Amar a si mesmo é desenvolver potencialidades que serão direcionadas
ao próximo. Amando o próximo, estaremos amando Deus.
Nosso amor é, ainda, imperfeito; a maioria sente Deus superficialmente.
Daí que o amor a nós mesmos deve ser entendido como esforço
próprio em auto-educação, em observação do
dever, em obediência às leis de realização e de trabalho.
com perseverança na fé, no desejo sincero de aprender com o Guia
e Modelo, que é Jesus.
Quem se ilumina cumpre a missão da luz sobre a Terra. E a luz não
necessita de outros processos para revelar a verdade, senão o de irradiar
espontaneamente o tesouro de si mesma.
Demonstra-se amor a Deus de várias maneiras, pronunciando orações
sublimes, comoventes; construindo santuários belíssimos; escrevendo
livros admiráveis, comentando a sabedoria, etc. . Contudo, se não
houver amor ao próximo, através de atitudes fraternas, de que
adiantam as demonstrações exteriores de amor ao Pai?
Somente amparando irmãos inexperientes e frágeis, é que
efetivamente honraremos as bençãos que recebemos.
Estar conscientes de que todo bem conseguido, feito, oferecido, em proveito
do próximo, é o bem da própria alma, em virtude da realidade
da lei do amor, e de um só dispensador que é Deus.
"Ama, portanto, pelo caminho enquanto possas plantas, animais, homens e
te descobrirás, por fim, amando a Deus ".
Bibliografia:
O Consolador - q. 350/351 - Emmanuel/F.C.Xavier
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Maio
/ 2003