“Quem
tem ouvidos de ouvir, ouça.” – Jesus. (Mateus, 11:15.)
No trabalho
de elevação espiritual é de relevante importância
a qualidade do ato de ouvir e, no entanto, é a habilidade mais
descuidada da comunicação.
Normalmente só nos inteiramos
de parte do que ouvimos, registrando de forma superficial, ouvindo apenas
sons ou privilegiando o lado sombrio e inferior de pessoas e situações.
Prendemo-nos a noticiários sensacionalistas, dedicamo-nos a boatos
perturbadores, aos mexericos, a propostas inferiores, ao pessimismo, etc.,
aplicando de forma inadequada a faculdade que nos foi oferecida para o
desenvolvimento do nosso potencial perfectível.
A indiferença em relação
às finalidades elevadas da existência levou Emmanuel a recomendar
prudência e vigilância para não transformarmos a mente
em depósito de coisas inúteis. Devemos empregar as possibilidades
da acústica sem nos deixarmos envolver por fantasias e ilusões,
atendendo aos princípios morais e aplicando-as nas boas obras.
O nosso objetivo é “saber
ouvir”, é desenvolver habilidade de obter noção
clara do que está sendo dividido conosco, de entender o que está
sendo veiculado a fim de podermos utilizar com sabedoria e proveito o
que estamos ouvindo, diferenciando com segurança e separando com
sensatez o que é bom e útil.
Escutar somente não basta,
é superficial, passageiro e corriqueiro. É preciso ouvir.
Ouvir é habilidade que
todos devemos desenvolver e aperfeiçoar em treinamento e prática,
através do estudo, da reflexão, da prece criando em nós
o entendimento indispensável à assimilação
das propostas renovadoras de Jesus.
| Bibliografia: |
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1.
Xavier, Francisco Cândido. “Palavras de Vida Eterna: Ouvidos”.
Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG. 1992. |
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2.
Espírito Santo Neto, Francisco. “Conviver e Melhorar:
Saber Ouvir Para Decidir Bem”. Ditado pelos Espíritos
Batuíra e Lourdes Catherine. Boa Nova. 2ª ed. Catanduva,
SP. 1999.
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Iracema Linhares Giorgini
Julho / 2007 |
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