LIVRO: " PALAVRAS DE VIDA ETERNA "
Emmanuel / F.C.Xavier

Estudo n. 61 - " Perdão - Remédio Santo "

" Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem..."- Jesus
( Lucas, 23:34)


A maioria das pessoas conhece essa frase que Jesus pronunciou quando foi crucificado, demonstrando mansidão e misericórdia próprias dos Espíritos elevados como Ele.

Comentando a frase citada, Emmanuel lembra com muita propriedade, que toda vez que sentimos algum problema de saúde, uma simples dor de cabeça que seja, recorremos aos medicamentos para que o bem estar físico seja restaurado.

Se o desequilíbrio do corpo físico reclama cuidados para se restabelecer, o que dizer dos conflitos do Espírito, causados pelos pensamentos enfermiços de mágoa, prevenção, ódio, que também, necessitam de medicação adequada.
Emanuel, recomenda o perdão como remédio santo para a euforia da mente na luta de todos os dias.

Sabemos o significado real do perdão?
Para alguns, o perdão significa renunciar à vingança, não se vingar, sem que seja preciso esquecer totalmente o mal, a ofensa recebida.
Para o evangelizado, que se esforça para seguir os ensinamentos de Jesus, perdão e esquecimento caminham juntos.

Geralmente lembramos os acontecimentos ruins, esquecendo os benefícios recebidos, e no entanto, o convite é que aprendamos a lembrar do Bem, para que o mal não prevaleça na vida. Ser fraternos, ter compaixão dos que erram, uma vez que erramos e desejamos a compreensão dos outros.

Perdoar não é um ato que se realiza de um momento para outro, mas, uma atitude, que vai-se absorvendo aos poucos, impregnando e acontecendo no tempo certo, próprio de cada um.
Uma das maiores dificuldades do ser humano é o perdão das ofensas. Perdoar, no entanto, é um ensinamento evangélico

Jesus em várias ocasiões ensinou e exemplificou o quanto o perdão é importante :
"Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem..."
Na oração do " Pai Nosso": "Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores", exortando a que perdoemos sem limites, indefinidamente, tantas vezes quantas forem necessárias.

Crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus pelos seus algozes, "e deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna".

Bibliografia:

E.E. - Allan Kardec, cap. X
Transtornos Mentais - S.C. Schubert, pág. 153
Estudando o Evangelho - M. Peralva, cap. 20
 
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Julho /2006

 

 

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