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LIVRO: PALAVRAS DE VIDA ETERNA - Emmanuel
/ F.C. Xavier
Estudo n. 49 - Caridade e Riqueza
( EFÉSIOS, 2:10) As boas obras da caridade vêm naturalmente de conformidade com a fé, a confiança e são espontâneas, pois, conforme disse Tiago a fé sem obras é estéril, morta em si mesma. "Porque somos feitura Sua, criados em Jesus Cristo para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas", escreveu Paulo aos efésios, para que compreendessem que as boas obras são condição inalienável para quem quer seguir Jesus, é o bem surgindo espontaneamente em nós, que somos "feitura Sua", quando atingirmos a perfeição do Espírito. Hoje, ainda, muitas pessoas têm visão limitada sobre o que é caridade. Acreditam que ser caridoso é simplesmente distribuir bens materiais. A Doutrina Espírita ensina que existem outras formas pelas quais se pode exercer a caridade, independente dos cuidados que se tem com aqueles que estão em dificuldade financeira. A caridade
material pode ser aplicada a certo número de pessoas sob a forma
de socorro, amparo, etc. É a riqueza que se traduz na posse dos sentimentos elevados, da qual o maior exemplo que a Terra conhece é Jesus, que sem possuir nenhum bem material foi quem mais fez pelos semelhantes, quem mais espalhou o bem com os bens sublimes do Espírito. Deu assistência aos enfermos, encorajou os desalentados, consolou os aflitos, etc. No entanto,
a riqueza material não pode ser considerada uma coisa ruim, porque
em si mesma ela é neutra, o uso que se faz dela é que
vai determinar a sua utilidade boa ou não. A Doutrina Espírita, embora estabelecendo a necessidade de o homem promover e praticar a caridade material, necessária e de grande significado defende, também, e especialmente, pela caridade moral, a que exige melhores condições do Espírito, portanto, mais importante, quando conclama aquele que a pratica à própria elevação com que se sublima e edifica interiormente. Julho / 2005 |