Livro: Palavras de Vida Eterna
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Lição
n. 37 - "Reparemos nossas mãos"
"E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: quero;
sê limpo".
( Mateus, 8:3)
A citação acima refere-se a passagem, onde um leproso
pede para ser curado, e Jesus com a imposição das mãos,
cura aquele homem da lepra, que naquele tempo era calamidade, pois,
os leprosos eram obrigados a viver isolados, longe da convivência
com os familiares.
Esse ensinamento deixa claro o quanto as mãos são importantes,
a responsabilidade que representam, e o quanto podem ser úteis,
quando bem direcionadas.
Devemos ter a preocupação de estender as mãos para
fazer o bem, pois, já as estendemos muitas vezes para praticar
o mal.
Se estendendo para o mal, já sabemos qual será o efeito,
estendendo-as para o bem o resultado será de auxílio,
bênçãos para quem oferta e para quem recebe.
Se acreditamos na imortalidade, não há como ficarmos parados,
lamentando dores pessoais.
Busquemos a renovação através do trabalho ao próximo
utilizando as mãos, deixando que elas enxuguem o pranto dos que
sofrem mais do que nós; que ofereçam o remédio
ao que está enfermo; o passe salutar, a mão estendida
em oferecimentos de amparo, ajuda, na proposta de caminhar juntos, detalhes
que se não realizam as curas como Jesus, constituem-se como maneiras
de despertar o outro na ternura, no gesto que anima e sustenta.
Forças do bem e do mal se manifestam através de nossas
mãos. Temos no mundo, as mãos iluminadas que estendem
o amor, paz, trabalho e alegria.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo
alimentos e felicidade; mãos que honram a indústria e
realizam o progresso; que ajudam na Educação; mãos
que curam na Medicina, muitas são as mãos que se abrem
generosas possibilitando o progresso, o reconforto, tranqüilidade
e alegria, enquanto há aquelas espinhosas, que espargem ódio
e desespero, a preguiça e o sofrimento, que se entregam à
miséria e ao vício, ao lado daquelas primeiras que acariciam,
que levantam escolas e hospitais, templos e lares.
Jesus deu o exemplo para que nossas mãos aprendam a servir à
luz do bem, construindo na nossa própria felicidade, a paz e
o bem estar do outro.
Com as d'Ele curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes,
limpou os leprosos, restituiu visão aos cegos, levantou os paralíticos,
afagou os idosos e deserdados, abençoou a todos.
Nas civilizações primitivas, a agilidade das mãos
em fazer e desfazer coisas fez com que acreditassem que elas tinham
poderes misteriosos. Só mais tarde elas serão entendidas
como meios através dos quais, as energias do Espírito
são através delas projetadas em energias de constrangimento
ou bênçãos pelas ações do dia-a-dia,
quando acalmam a dor, nas fricções; a pressão dos
dedos estancando o sangue; ou retirando um espinho, o veneno de uma
cobra, ou simplesmente acalmando, transferindo ao outro o bem que porventura
já resida em nós.
Desde os tempos primitivos até hoje, a mão é o
símbolo do fazer que nos leva ao saber, se soubermos dar boa
direção a elas.
Reparemos, pois, que direção estamos dando às nossas
mãos.
Bibliografia:
Obsessão, O passe, A doutrinação - J.H. Pires,
pág. 40.
Maria
Aparecida F. Lovo
Julho / 2004