"Portanto, tudo o que quiserdes
que os homens vos façam, fazei-o assim também vós
a eles, porque esta é a Lei e os Profetas." - Jesus. (Mateus,
7:12.)
Jesus
esteve entre nós há mais de dois mil anos trazendo uma
mensagem libertadora para um viver pleno. Após ele houve grande
avanço no desenvolvimento científico e tecnológico.
Apesar disso o sofrimento humano, na atualidade, difere muito pouco
das velhas injunções que vêm atormentando o homem.
Analisando
a problemática em questão, Joanna de Ângelis3
ressalta que em todo lugar as multidões padecentes experimentam
amarguras pressionadas por indescritíveis condições
de miséria orgânica, social e moral. Não importam
as condições sociais e econômicas, se nas residências
suntuosas ou em choupanas, se nas grandes cidades ou nas pequenas vilas,
freqüentemente todos se igualam nas estruturas humanas, onde no
íntimo da grande maioria reina a insegurança, o medo,
o pessimismo, a dor.
Porque
é assim?
Justamente
porque as necessidades reais independem das condições
externas sempre transitórias e de pouca valia. Como Espíritos
Imortais temos outras necessidades além das materiais.
Em
resposta às necessidades reais do Espírito, o convite
à prática do Bem se renova em cada tema evangélico,
enfatizando que o dever de cada um e o mais importante para a criatura
humana é tomar a iniciativa dessa realização, desvelando
toda a grandeza do ensino de Jesus de que devemos fazer ao outro tudo
quanto desejaríamos nos fosse feito.
Seguindo
essa orientação, exemplifica Emmanuel que não é
justo reclamar auxílio alheio sem antes ter auxiliado; não
é lícito exigir desculpas antes que se saiba desculpar;
que se receba compreensão sem ter compreendido, etc. É
no exercício diário, da prática do Bem irrestrito,
que vamos construindo, estruturando uma sociedade mais justa e solidária.
Jesus
permanece como diretriz de segurança e padrão de vivência,
aliviando, ascendendo esperança, perdoando espontaneamente a
quantos o injuriam sem nunca esperar recompensa e consideração.
Reitera-se o convite ao Bem incondicional; buscamos para a nossa reflexão
a figura expressiva do samaritano generoso apresentado por Jesus que
"no exercício do bem, ofereceu seu coração
e as mãos, o tempo e o trabalho, o dinheiro e a responsabilidade.
Deu de si o que podia por si, sem nada pedir ou perguntar. Sentiu e
agiu, auxiliou e passou2".
Finalmente considera Emmanuel1:
"O texto do ensinamento é vivo e franco":
Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também
vós a eles.
Sempre que interessados em aprender e praticar o Bem, lembremos que
cabe a cada um dar o primeiro passo.
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Bibliografia:
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1. Xavier, Francisco
Cândido. "Palavras de Vida Eterna: O Primeiro Passo".
Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG.
1992. |
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2. Xavier, Francisco
Cândido. "Livro da Esperança: Psicologia da Caridade".
Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 9ª ed. Uberaba,
MG. 1987. |
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3. Franco, Divaldo P.
"Convites da Vida: Convite ao Bem". Ditado pelo Espírito
Joanna de Ângelis. Livraria Espírita Alvorada. Salvador,
BA. 1988. |
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Iracema Linhares Giorgini
Janeiro / 2007
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