LIVRO:
"PALAVRAS DE VIDA ETERNA"
Emmanuel/F.C. Xavier
Lição
n. 43 - "Na Mediunidade"
"Temos,
porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência
do poder seja de Deus e não de nós"- Paulo.
(II CORÍNTIOS, 4:7)
A Mediunidade é uma faculdade natural, humana, constituindo meio
de comunicação entre o mundo material e o plano espiritual.
O apóstolo
Paulo, na segunda carta que escreveu aos coríntios, compara a
mediunidade a um tesouro que é carregado em vasos de barro, representando
estes cada médium num chamamento a que cuidem desse tesouro da
melhor forma possível, para que sabendo utilizar com responsabilidade
possa crescer, se aperfeiçoar.
O compromisso
mediúnico, se tem os seus percalços e as suas lutas dolorosas,
é uma das mais belas oportunidades de progresso e de redenção
que o Espírito quando, ainda, no mundo espiritual, analisando
suas necessidades pede, aceita, submete-se a preparos demorados visando
preparar-se para entendendo a finalidade da mediunidade, no mediunato
neste caso ou na mediunidade generalizada, oferecer o melhor de si para
que o outro, encarnado ou desencarnado fique muito bem.
Por isso, aquele que detém a mediunidade não pode esquecer
que ele está na posição de instrumento da espiritualidade,
não só em favor do seu próprio crescimento como
ao bem do outro.
Diante disso, o médium é uma pessoa como as demais, não
sendo superior à ninguém, um Espírito em luta,
buscando renovar-se no bem. Como tal necessita ser tratado nem como
melhor ou superior, mas igual a todos, envolvido em necessidades e condições
que lhe possibilitem vencer, como em todas as atividades humanas em
que é natural que a criatura busque a melhoria e o aperfeiçoamento.
Se este
desejo de aperfeiçoar acontece nos diversos setores da vida material,
que é passageira, transitória, o que dizer das realizações
do Espírito Imortal, cujo aprendizado continuará no mundo
espiritual?
Vivendo em um mundo material com tantos chamamentos, revelando a ausência
do Evangelho nos corações, o médium, que como os
demais realiza a sua caminhada redentora, no exercício da sua
mediunidade pode face à sua sensibilidade aflorada ressentir-se
desse estado de coisas, e algumas vezes vacilar, deixando-se envolver
por receios e dúvidas.
É necessário, porém, que o médium guarde
no coração o desejo de pelo estudo, pelo trabalho e pelo
amor, sobrepor-se ao meio ambiente, com firmeza, confiança, decisão,
consciente de suas responsabilidades para ser o instrumento,de barro
sim, mas, espiritualizado das vozes do Senhor.
"O espelho, seja de metal ou de vidro, detém os raios solares,
sem comungar-lhes a natureza, e o fio simples transmite o remoinho eletrônico,
sem partilhar-lhe o poder".
"Entretanto, se o espelho jaz limpo consegue reter a benção
da claridade e se o fio obedece à inteligência que o norteia
converte-se em portador de energia".
"Assim também a mediunidade, pela qual, sem maior obstáculo,
te eriges em mensageiro de instrução e refazimento, esperança
e consolo. Através dela, recolhes o influxo da Esfera Superior
sem compartilhar-lhe a grandeza, mas se guardas contigo humildade e
correção, converter-te-ás no instrumento ao socorro
moral de muitos".
Bibliografia:
Estudando a Mediunidade - Martins Peralva, cap. I
Maria
Aparecida Ferreira Lovo
Janeiro / 2005