“Irmãos,
não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados”
- Tiago, 5:9
Queixa:
ato ou efeito de lamentação; descontentamento; expressão
formulada de dor, de desgosto, de ressentimento; queixume.
Somos
todos Espíritos em processo de aprendizado e crescimento, convivendo
com nossas imperfeições e com as dos nossos irmãos
de caminhada; essas imperfeições geram opiniões
diferentes, conflitantes, condutas diferenciadas resultando em descontentamentos,
sofrimentos, queixas e queixas.
Em
muitas situações, por falta de controle emocional, "liberamos"
nossa palavra e acabamos complicando situações que já
estavam complicadas, quando justamente nesses casos deveríamos
ter mais vigilância, reflexão, análise e cometimento
do que deveríamos falar, mas nossa pequenez não nos permite
proceder melhor.
A
vigilância tem que ser necessariamente consequência de nosso
esforço para nos melhorarmos, para sermos coerentes com o que
cremos, com o que somos e como devemos proceder, para que não
nos tornemos pessoas que ora dizem isso ora dizem aquilo, adaptando
nossa palavra às conveniências.
Tiago,
mais adiante em sua narrativa, fala da recomendação do
Mestre: "seja seu falar sim, sim, não, não",
ou seja devemos burilar-nos para sermos em todas as situações
autênticos, sinceros, retos no falar e no agir.
A
palavra depois que foi expressada foge do controle, podendo acarretar
consequências imprevisíveis.
Devemos
passar adiante somente se o que ouvimos for edificante e calar-nos quando
não o for, tarefa muito difícil para muitos de nós.
Em
nosso mundo as más notícias repercutem muito mais do que
as boas, basta atentarmos para aquilo que a imprensa divulga; repercutem
porque nos agrada, gostamos mais de comentar o mal do que o bem, lamentavelmente.
"Pensa
no bem, quando não puderes falar nele" 1,
recomenda-nos Emmanuel.
Se
nos esforçarmos para seguir esse conselho já será
um importante ponto inicial para educarmos nossas palavras e ações.