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ESTUDO EVANGÉLICO
PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 62
Francisco Cândido
Xavier pelo Espírito Emmanuel
No Campo do Verbo
"Tu, porém, fala o que
convém à sã doutrina." - Paulo. (Tito,2:1.)
O
apóstolo Paulo em sua epístola a Tito recomenda-lhe que
"fale só o que convém à sua doutrina".
Porque
esta recomendação especial quanto ao uso da palavra e
a insistência de Emmanuel em trazer hoje o mesmo tema?
A
palavra é instrumento valioso e poderoso, força criadora
que de modo geral foi e é utilizada indevidamente, sem nenhum
cuidado. É permuta de almas através da qual damos e recebemos,
fornecemos e adquirimos determinados recursos de espírito que
influenciarão na conduta, e esta, nos planos, coisas, encontros
e realizações. Arrastados muitas vezes pelas inferioridades
Espíritos encarnados e desencarnados, centralizam a atenção
em nódoas e defeitos, faltas e quedas, valorizando ou exagerando-lhe
a feição, perdendo tempo, retardando as edificações
espirituais. É necessário nos precavermos, tanto quanto
possível, contra semelhante impropriedade.
Joanna
de Ângelis(4), em tema pertinente, reflete que com raras exceções
expiatórias, poucos se servem da palavra de modo a construir
esperanças, balsamizar dores e traçar rotas de segurança.
Embora
empreguemos grande parte da vida nessa atividade, falamos muito por
falar, "para matar-se o tempo" e, sem o cuidado necessário,
a palavra se torna a arma que fere, que denigre, que mata as esperanças,
os planos e as realizações. Traduzida em impiedade, maledicência,
revolta, pessimismo golpeia sob o jugo das paixões inferiores.
No
entanto, se bem utilizada, o seu campo de ação pode modificar
estruturas morais, dirimir conflitos, equacionar problemas, resolver
dificuldades, enfim, quando mobilizada "para estabelecer condição
de saúde e equilíbrio, paz e alegria onde estivermos"(3).
"Falar
como convém a sã doutrina" não é
apenas a contenção das palavras indevidas e impróprias
antes de as pronunciarmos, é muito mais, trata-se de um programa
de educação espiritual através do qual trabalha-se
o íntimo, renovando valores morais, orientando sentimentos e
pensamentos nos padrões evangélicos, de tal forma que
se transformem em boas palavras e estas, em ações de mesma
natureza.
Conclui
Emmanuel(1) que no campo do verbo, o Evangelho é seguro na advertência.
Tu,
porém, fala o que convém à sã doutrina.
"Conversando
ou escrevendo, informando ou pregando, imunizaremos a nossa área
de obrigação, desterrando o mal, seja de nosso pensamento,
seja de nossa palavra. Se nos constitui dever (...) identificar a presença
da sombra e afastá-la, sempre que a sombra ameace (...), façamos
luz sem tumulto contraproducente, mas fujamos de comprometer a obra
do Senhor, pisando ou repisando deficiências, chagas, mazelas
e infortúnios alheios, convictos de que fomos chamados a falar
o que convém à sã doutrina"(2).
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Bibliografia:
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01 - Xavier, Francisco
Cândido. "Palavras de Vida Eterna: No Campo do Verbo".
Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG.
1992. |
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02 - Xavier, Francisco
Cândido. "Bênção de Paz: Nas Trilhas
da Palavra". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEEM. 10ª
ed. São Bernardo do Campo, SP. 1990. |
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03 - Xavier, Francisco
Cândido. "Bênção de Paz: Verbo e
Caminho". CEEM. 10ª ed. São Bernardo do Campo,
SP. 1990. |
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04 - Franco, Divaldo
Pereira. "Convites da Vida. Convite à Palavra".
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livraria Espírita
"Alvorada" - Editora. 4ª ed. Salvador, BA. 1988. |
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Iracema Linhares Giorgini
Agosto / 2006
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