Livro:
"Palavras de Vida Eterna"
Lição
n. 34 - "Prossigamos"
"Irmãos, quanto a mim não julgo que o haja alcançado;
mas, uma
coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás
ficam e
avançando para as que estão diante de mim ..."- Paulo
Emmanuel, ao comentar o trecho da carta que Paulo escreveu aos filipenses,
traz para nossa reflexão uma questão muito importante
relacionada com o progresso do Espírito, que é a estagnação.
A inércia, a imobilização diante de acontecimentos
do passado, que não foram os mais agradáveis , os mais
felizes para a pessoa, seja por atos que ela tenha praticado, ou, por
outros em relação a ela, tais como, ingratidão,
incompreensão, etc.
Isso acontece, por não percebermos que as situações
só se modificam para melhor, quando nos dispomos a trabalhar
para transformá-las, e, também, por esquecer, justamente,
de algo muito importante que é a finalidade maior da existência,
que é atingir a perfeição relativa.
Paulo diz aos filipenses, que tinha consciência de não
haver, ainda, alcançado a perfeição, mas, que uma
coisa ele fazia, esquecia o que havia ficado atrás , e avançava
para as que estavam diante dele, para o alvo que desejava alcançar.
Deixava claro com estas palavras, que não ficava parado lamentando
os seus enganos, quando para defender a Lei que ele acreditava ser a
Verdade, perseguiu tenazmente os cristãos. Também, não
lamentava, nem censurava a incompreensão de familiares e amigos,
que lhe voltaram as costas.
É o exemplo daquele que não fica preso ao passado, pelo
contrário, recomeçou a sua vida com empenho e vontade
férrea, deixando uma vida, onde desfrutava de ótima situação
financeira, para dar início a outra de privações
e muito trabalho para sobreviver como tecelão.
Reflitamos, que apesar das imperfeições que todos trazemos,
e por isso é que cometemos muitos enganos, eles - os enganos
- não podem servir de pretexto para a inércia.
Os desacertos devem ser considerados experiências para Espíritos
que estão no caminho que leva à perfeição,
ainda, não chegaram lá, ainda, não estão
prontos, estão se fazendo, se construindo e que portanto, o recomeço
sem lamentações deve estar na pauta dos deveres de cada
um de nós.
Prossigamos, esquecendo o mal e fazendo todo o bem possível.
Maria
Aparecida Ferreira Lovo
Abril / 2004