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VERSOS AOS SOFREDORES
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| Pudesse
agora arrancar-vos Do terreno sorvedouro, E abrir-vos os salões de ouro Dos cimos da criação... Conduzindo-vos aos prados De flores da imensidade, Onde eterna claridade Nos conduz à perfeição; |
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| Ó
rutilâncias sublimes Da vida risonha e pura, Altar de doce ventura, Luminoso rosicler, No qual a paz e o amor Fazem eterna aliança, Onde um halo de esperança É a vida de todo ser; |
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| Ó
madrugadas brilhantes, Luares opalescentes, Sobre estradas resplendentes Nos jaspes da imensidão; Ó panoramas divinos, Lindos quadros luminosos, Manhãs de riso e de gozos Da terra da promissão; |
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| Que
luzes maravilhosas Sobre etéreos alabastros, Sóis, estrelas, mundos, astros Na vida superior. Toda a musica da terra Não se iguala a melodia Da sacrossanta harmonia Que se desprende do amor; |
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| Quisera,
pois, arrancar-vos De tanta noite obscura, Mas agora na amargura Faz-se mister que sofrais; Depois, porem dessas dores, Sentir-vos-eis nos espaços, Acalentados nos braços Do mais sublime dos Pais. |
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EXTRAIDO
DO LIVRO LIRA IMORTAL |
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